quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Fique em casa!



Se você não tem necessidade não saia de casa se você mora no Rio de Janeiro.
Após o anúncio de que 8 presos seriam transferidos para o presídio de Catanduvas, no Rio Grande do Sul, uma enorme onda de violência assola a cidade.
Em 17 horas foram 16 automóveis incendiados!
Isso mesmo, quase 1 por hora e, pior, espalhados pelos vários cantos da cidade mostrando o poder do "terrorismo" no Rio de Janeiro.
Já temos um total de 29 veículos incendiados desde o final de semana quando começou a "onda de violência".
O que mais assusta o carioca é que não há um lugar específico para sofrer o ataque terrorista.
Tivemos ataques em Santa Cruz, na Zona Oeste; na Penha e no Jacarezinho, na Zona Norte; no Fonseca, em Niterói; na Washington Luiz, na Baixada Fluminense; em alguma cidades mais afastadas do Rio de Janeiro; enfim, em todos os lugares.
Em entrevista o secretário de segurança do Rio de Janeiro disse que bilhete encontrado afirma que os ataques são em represálias as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadoras).
A verdade é que quando implantaram essas unidades o tráfico ficou sem lugar para armazenar a droga, já que o comércio continua em menor escala através dos "vapores".
O traficante, se sentindo acuado, mudou-se para outros locais onde o policiamento era reduzido, entretanto, teve o seu lucro reduzido.
Como alguns locais na Zona Oeste da cidade ainda é comandada pela milícia, que repele o traficante, este não teve outra opção ao não ser aterrorizar a população para demonstrar poder e implantar a idéia de que o verdadeiro câncer da cidade é a ocupação intensiva policial.






A verdade é que a população do Rio de Janeiro já não aguenta mais tanta violência e tanta desordem!
Há 12 anos atrás falava-se em áreas de risco. Isto é, áreas em que a incidência de violência era maior. Hoje não existe mais esse limite, já que o terrorismo chegou até cidades mais afastadas do "centro urbano", como Cabo Frio e Búzios.
Não se sabe até que ponto é boato ou tentativa de encobrir a realidade, mas a verdade é que hoje há mais helicópteros no ar procurando áreas de conflitos do que carros na rua.
Até mesmo um casamento era celebrado ao som de tiroteio em um cartório no subúrbio da cidade, o que não é novidade nenhuma, pois há bem pouco tempo, um ladrão resolveu roubar o carro do pai noiva após uma cerimônia.
Não está dando nem para casar com tranqüilidade na cidade!
Acompanhando os noticiários, acabei de ver mais um veículo ser incendiado!
O mais impressionante, nos relatos de motoristas e passageiros de ônibus é que os menos foram parados por menores, aparentando 6 ou 7 anos, que mandaram todos descerem e atearam fogo ao veículo,depois saiam caminhando para uma comunidade vizinha.
Caminhando? Não tinha uma só alma para parar os guris?
Como é que dois guris pequenos fazem uma coisa dessas e saem andando sem que ninguém tenha uma reação?










Na segunda-feira, ouvi o relato de um militar da marinha que teve o seu carro atacado - metralhado, depois incendiado - que agradecia aos policiais de uma viatura que fazia o pratulhamento e voltou na contra mão para socorré-lo. 
Hoje, pela hora do almoço, ouvi um pedido de ajuda aos policiais rodoviários, pois havia o boato que estava chegando ao estado 600 kg de dinamite que seriam usadas em atentados contra monumentos famosos, shoppings e autoridades.
Isso é ou não terrorismo?
As autoridades chamam de "ataques violentos" e tentam tranqüilizar a população dizendo que a situação irá se resolver em breve, pois centenas de pessoas já foram presas e que "eles" não tem contingente e não tem como aumentar o seu arsenal.
Pelo jeito, o secretário não ouviu falar nas crianças que atearam fogo ao ônibus. O traficante pode recrutar qualquer um que esteja disposto a ganhar mais do que seu salário mensal para fazer "um servicinho" extra e as armas chegam de qualquer canto do país, pois se não houver denúncia, não há como parar cada carro, ônibus ou caminhão que chegue ao nosso estado.
Quando o estado só pode aumentar o seu contingente através de concursos e as armas só podem ser compradas através de licitações.
A verdade é que estamos à mercê da situação e, se as autoridades não agirem logo, nosso estado vai ser habitado apenas por aqueles que não tem "amor a vida" ou que não podem se mudar.
Eu já estou na zona rural do Rio de Janeiro e, após ver a quantidade de prédios financiados pela Caixa Econômica Federal - nada contra o programa Minha Casa, Minha Vida - já estou estudando a possibilidade de sair daqui para um lugar onde o programa habitacional do governo não tenha interesse, pois quando maior a população, maior a violência.





2 comentários:

Maria Betânia disse...

Segunda-Feira conversando com a mãe de um aluno sobre a dificuldade dele de adaptação á escola, indaguei se eles (Pai, mãe e filho) estavam de fato gostando da cidade e se ela principalmente tinha vindo de bom grado pra Manaus ( O esposo é militar da Marinha e eles foram transferidos a um ano. Resposta dela:
"Estou muito bem, se depender de mim não volto para o Rio".
Depoimento de uma carioca que esta a menos de um ano em Manaus.
Fiquei triste com isso.
Não adianta ficar em casa, não adianta mudar de cidade, isso tudo vai se alastrar feito uma epidemia para qual o único antídoto é distribuição de renda.
Mas, enfim...

Katia Cristina disse...

Estamos vivendo uma verdadeira situação de guerra onde até blindados da marinha estão sendo usados!
Na minha região ainda não chegou por conta da milícia que ainda impera.
É sair do caldeirão e cair no fogo, pois mais do que nunca "eles" estão mostrando o seu poder!