quinta-feira, 3 de março de 2011

A natureza é irritante – Parte 4: Bichos Indesejáveis




Uma coisa que a gente não imagina quando muda para a zona rural é que, além do silêncio, temos que aturar o barulho dos mais diversos animais!
Quando vi pela primeira vez a placa de “Área de Preservação Ambiental”, pouco antes da entrada para o meu condomínio, não entendia exatamente o que isso significava.
Só depois que vi que um sapinho mínimo impediu a ampliação de uma estrada local foi que entendi o seu significado.
Cá entre nós, se eu tivesse achado o sapinho estranho tinha estrangulado ele antes que causasse tal estrago – ou estrangulado ele porque era feio mesmo – Enfim, eu não sou uma defensora ferrenha da natureza e definitivamente estou em lugar errado.
Com certeza eu não tenho culpa disso aqui ter sido uma fazenda antes de ser loteada e vendida, mas certamente não suporto os animais que continuam achando que podem fazer o querem aqui.
Atrás da minha casa tem uma área de 700 metros quadrados onde urubus costumavam aparecer uma vez por ano para perpetuar a espécie. Eu nem entendia por que os urubus gostavam daquela parte atrás da minha casa, já que era um lugar limpinho, mas eles vinham todos os anos numa certa época para acasalar.
Nada que eu não pudesse resolver com uma caixa de bombinhas!
Não são só os urubus que vem para acasalar. Alguns animais como micos e algumas espécies de pássaros também. – os marrecos foram “espantados” com a mesma caixa de bombinhas.
Sei que não é uma atitude muito digna interferir na natureza, mas quando eu comprei esse lugar, os animais não estavam no contrato, portanto, posso expulsá-los.
E venhamos e convenhamos, se eu fosse um pássaro ia preferir me acasalar na Amazônia ou em Fernando de Noronha, não numa área de preservação tão próxima da cidade!
Aliás, se eu soubesse passarinhez, daria essa dica para eles, pois algumas vezes eles são realmente irritantes!!!
Essa semana, uma cobra resolveu entrar no meu quarto recém reformado. Como se não bastasse ela ter entrado não sei por onde, já que a porta estava fechada, ainda resolveu se esconder dentro do tênis do meu marido, quando sentiu nossa presença.
Hoje eu acordei com um insuportável cuí, cuó, nos meus ouvidos: Eram os malditos micos que estavam “conversando” nas árvores.
Como se não bastasse os micos, os perus que meu vizinho cria no quintal respondiam na maior animação. E tudo isso acontecia às 6 da manhã!!
Esses micos vinham em bandos de 50, 60, para acasalar, mas, como o tempo o número foi reduzindo para a minha felicidade.
Como se o seu assovio já não fosse insuportável, hoje eles estavam na árvore em frente a minha varanda decidindo o que iam roubar!
Era tanto cuííí, cuóó, que eu resolvi levantar e sair para “negociar” com eles.
Lógico que eu comecei a esbravejar e eles acharam melhor sumir antes de levar uma pedrada.
Depois os ecochatos reclamam que algumas espécies estão quase extintas!
Se eu sou presidente desse país pego tudo que animal que não fosse doméstico, levava tudo para a Floresta Amazônica, colocava uma grade eletrificada para impedir que saíssem e deixava-os lá bem seguros.
É tanto bicho vivendo aqui que em certa época do ano as crianças evitam ficar na pracinha porque um maldito pássaro faz o ninho na grama e ataca qualquer um que chegue perto.
Onde já se viu passarinho fazer ninho no chão? Vai para o alto de uma árvore onde não incomoda ninguém, seu chato!
Sem contar o maldito gavião que resolveu fazer seu ninho na minha antena de UHF. Está certo que eu não sou lá muito fã de TV, mas eu gosto de ver o noticiário, mas nunca consigo porque o maldito muda a antena de lugar com seu peso!
A minha vizinha resolveu alimentar uma família de raposas selvagens que apareceu por aqui com ração e frango desfiado!
Eu nem sabia que existia raposa no Brasil e se eu mesma não tivesse visto também não acreditava – tá bem que a gente chegou a essa conclusão pesquisando na internet.
Ah! Eu fiquei tão feliz quando vi o bicho da primeira vez, pois pensei que era o fim do galinheiro do vizinho, mas qual não foi a minha decepção quando soube que a síndica a estava alimentando para impedí-la de matar!!!!
Eu teria feito diferente: Comprava passagem para a família toda para Fernando de Noronha e de primeira classe!
Agora eu gostaria que todos repetissem comigo:
- Animal selvagem, não pode ser tratado como animais de criação e galinhas, perus, patos, cabras e bodes devem morar em um sítio, longe de pessoas sanas que não aceitam o convívio com esses animais!
Depois de repetirem isso 700.000 vezes, acho que vocês já estão preparados para viverem no meu condomínio!


Foto by Katia Martins

7 comentários:

Professora Carla Fernanda disse...

Oi Kátia!
Vc deve morar em um paraíso. Digo isso porque adoro a natureza e queria morar no mato mesmo.
Também não uso relógio nas férias.
Beijos,
Carla Fernanda

Katia Cristina disse...

Amiga

É um paraíso quando se dorme e se esquece a porta aberta com a chave dentro do carro, mas não quando uma cobra enorme vem parar dentro do tênis do seu marido ou quando se é picado por um inseto que até parece uma aranha!
bjs

A. Reiffer disse...

Estrangular o sapinho? Eu preferiria estrangular um ser humano, hehe! abraços!

Katia Cristina disse...

Reiffer

Um maldito sapinho impedindo a ampliação de um estrada perigosa?
Que se dane o sapinho!
bjs

MAILSON FURTADO disse...

Kátia conhecendo seu blog hj...

Gostei bastante... Escreves bem...

VOltarei por aqui mais vezes...

Convido a conhecer meu espaço...

http://mailsonfurtado.com

Katia Cristina disse...

Convite aceito!

Roderick Verden disse...

Kátia, Kátia, mais uma vez não consegui segurar meu riso. Os relatos do gavião e da cobra, então...rs

Isso me lembrou um colega de dois primos, q disse q na única vez, na roça, q se esqueceu de olhar para dentro da bota, antes de calçá-la, havia um rato- levou o maior susto. rs