quinta-feira, 24 de março de 2011

Lixo: O que fazer?


Era uma vez um terreno abandonado onde a prefeitura resolveu despejar o seu lixo.
Caminhões chegavam a toda hora e toneladas de lixo eram despejados.
As pessoas que não tinham o que fazer com seu entulho, sabendo do lixão, resolveram despejar sofás, restos  de obras, de animais e etc...
Como não havia na época um controle muito rígido do lixo tóxico, não duvido nada que algumas clínicas irresponsavelmente, também despejasse seu lixo lá.
Não demoraria muito para o terreno baldio desaparecer, dando lugar a uma enorme pilha de lixo.
Lógico que o lixo atraiu gente que dali tirava o seu sustento, muitas vezes literalmente.
Mas a pilha não parava de crescer e virou um morro.
A situação estava mesmo insustentável e, com a expansão da Região Oceânica de Niterói e seus moradores usando uma estrada alternativa que passava pelo local, a prefeitura resolveu, enfim, colocar uma pá de cal no assunto, ou jogar um bocado de terra em cima, o que dá no mesmo.
Um terreno vazio, nenhuma placa, nenhuma cerca, um monte de gente desempregada e morando em áreas bem piores... 
Começou com um barraquinho aqui, outro ali. Depois vieram as famílias, os puxadinhos...
Estava formada a favelinha!
Mas vocês se lembram quando eu falei que a área era próxima a Região Oceânica e que moradores usavam a estrada como alternativa para fugir dos engarrafamentos?
Antes que alguém diga que estou falando alguma besteira vai ai um mapinha.









Surge uma nova historinha:
Era uma vez uma favelinha que se formou numa região onde a prefeitura sabia que não poderia ser habitada por mais 30 anos, mas como a prefeitura não cercou e não colocou sequer uma placa, decidiu que, ao invés de alocar a população em um lugar seguro, resolveu urbanizar o local e cobrar IPTU.
Afinal, o lixão já estava desativado desde o final da década de 80 e se nada aconteceu até então, possivelmente não haveria mais risco.
Todos ficaram felizes: A companhia de água e esgotos, a companhia de luz, os moradores e, para não dizer a prefeitura.
Mas a natureza resolveu se revoltar, afinal foram décadas de lixo despejados naquelas terras, depois vieram os homens e suas famílias e agora asfalto e tubulações de água e esgoto!
Com as chuvas de  8 de março de 2010, tudo foi a baixo: os homens e suas famílias, a urbanização, as construções e, por fim o lixo!
Agora tem um monte de famílias desfeitas, outro tanto de sobreviventes e "quem é que vai pagar por isso?"



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3 comentários:

Roderick Verden disse...

Já te respondi no meu blog.

Um brasileiro disse...

oi. tudo bem por ai. estie aqui e gostei. muito legal. apareça por la. abraços.

Ligéia Alone disse...

Kátiam querida, a gente não pode se calar para o que está errado neste país, ou neste mundo, mas se a gente protestar por tudo, a gente não faz outra coisa na vida, passa dia e noite protestando. Vamos enlouquecer. Afinal, quem se importa? As pessoas não estão nem aí, não se preocupam nem com os sentimentos dos outros, se preocupam consigo, com suas opiniões sobre tudo e sobre todos, com seus próprios sentimentos. E só querem falar de amenidades.

Droga de mundo. Me sinto mal às vezes.