segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Você sabe por que sente medo quando está sozinho?







Quando eu era criança, e quando eu falo criança, falo de 3 anos e isso é tempo demais, eu entrava em meu quarto para brincar e colocava as minhas cadeirinhas de fórmica uma do lado da outra e colocava meus bichinhos sentados nelas e deixava apenas uma vazia para meu amiguinho invisível.
Nada demais, pois toda criança tem um, mas o fato é que cada dia eu pegava mais cadeiras na cozinha para acomodar meus bichos de pelúcia e falava cada vez mais alto com meus amigos invisíveis que me deixavam irritada.
No começo minha mãe não achou estranho, apenas dizia que eu tinha muita imaginação, mas depois foi ficando preocupada, principalmente quando ia fazer parte da brincadeira e eu pedia para sentar em outro local porque estava esmagando determinada pessoa.
Meus amigos tinham nomes e diziam coisas que eu falava para minha mãe, o que a deixava cada vez mais preocupada e me levou a um psicólogo.
O psicólogo disse que eu estava muito sozinha e recomendou a matrícula em um colégio.
Realmente, matriculada em um jardim de infância, sobrou pouca energia para meu amiguinhos imaginários que passaram a me perseguir quando fazia compras no mercado com minha mãe ou quando provocaram um acidente no jardim com lacre e que eu tenho a cicatriz até hoje.
Parece que eles não ficaram muitos felizes pela falta de atenção, mas me lembro até hoje que o menino que foi responsabilizado pelo acidente, nada teve a ver com ele. Foram eles, "meus amigos invisíveis"!
Me lembro de ver a expressão de ódio no rosto do garoto, sua satisfação em me machucar e de como, embora sentisse dor, não consegui tirar a minha mão com o bastão da vela! - crianças brincavam com velas e lacres, quando eu era criança no jardim da infância, minha mãe tem os trabalhos para comprovar.
Depois disso, me lembro que o medo foi tão grande que nunca mais quis brincar com meus amigo invisíveis, pois eles podiam me machucar e ninguém acreditava em mim.
Quando meu irmão nasceu, era atormentado dia e noite por "eles". Minha mãe conta até hoje do dia em que eu o retirei, recém nascido do berço, mas não sabe por que, apenas disse a ela que estava chorando muito, embora ela não tenha escutado nada.
Na adolescência eu estava emocionalmente perturbada e, mais uma vez "eles" se fizeram fortes em mim.
Uso todas as minhas forças, diariamente, para ignorá-los, mas basta um cochilo e ouço chamar meu nome e meu coração dispara.
Nunca quis isso para mim! Não quero isso para mim, mas "eles" me perseguem e ficam mais fortes quando estou emocionalmente abalada!
Tenho visto sombras, tenho ouvido o meu nome, tenho tentado ignorar, mas a verdade é que preciso de ajuda!

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Um comentário:

Professora Carla Fernanda disse...

BOA NOITE QUERIDA!! TENHA CALMA PORQUE O MUNDO É MAIS MÁGICO E MISTERIOSO DO QUE IMAGINAMOS. NÃO TENHA MEDO! DEUS NOS APOIA!!
BEIJOS,
CARLA FERNANDA

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