terça-feira, 17 de julho de 2007

Difícil missão

Os anos passam e, ao invés das coisas melhorarem, só pioraram. Não vejo mais nas ruas a alegria de tempos atrás. Está certo que essa garotada tem mais liberdade que nós, mas de que adianta ter a permissão para sair e não poder ir para lugar nenhum sossegado?
E se eles têm essa liberdade hoje é porque nós demos a eles.
Temos uma geração de suicidas em potencial! E não é exagero nenhum isso que eu estou falando, pois a maioria dos jovens que conheci ultimamente fala ou já tentou suicídio. Normalmente os rapazes e por alguma história de amor mal resolvida.
Não sei o que está acontecendo com essa nova geração. O que está parecendo é que houve uma inversão de valores tão grande que as meninas estão saindo com um monte de caras sem se ligar em nenhum e os meninos estão descobrindo um lado sensível que não estão preparados para lidar.
Antigamente as coisas eram um pouco mais fáceis, pois os papéis eram bem definidos em nossa sociedade: O homem era o provedor e a mulher cuidava da família.
Não se discutia os papéis sociais, porém a mulher não passava de um objeto passado do pai para o marido. Não se falava em amor, em paixão em igualdade entre os sexos, nada. Muitas vezes a mulher não podia nem mesmo estudar. Para quê tanto estudo se o seu futuro já estava traçado?
Alguns casamentos eram verdadeiras troca de interesses, alianças entre famílias ou troca em dinheiro mesmo.
Minha bisavó casou com 13 anos com um homem com mais do dobro da sua idade. Casou-se com 13 anos e teve mais de 8 filhos. Isso porque ele morreu com 32 anos, pois se tivesse vivido mais, provavelmente teria tido uns 13, 15. A mulher era feita para isso, para casar, ter filhos, cuidar da casa, mais nada.
Minha avó já viveu uma situação completamente diferente, pois apesar de ter nascido em “berço de ouro”, com a morte precoce do pai teve que trabalhar desde cedo e sua situação não mudou muito ao se casar, pois tinha que trabalhar e tomar conta da casa. Durante o dia ela cuidava da casa e dos filhos enquanto sentava em uma máquina de costura e trabalhava para ajudar o marido.
Meu pai foi muito claro com minha mãe e disse que ela não poderia mais trabalhar após o casamento e assim foi feito. Minha mãe vivia para andar atrás dos 3 filhos. Levantava às 5 horas da manhã para dar conta de todos os seus afazeres! Não tínhamos nem o trabalho de acordarmos sozinhos, ela nos chamava. Até hoje é assim na casa de minha mãe. Ela cuida de tudo e de todos. Fico enlouquecida só de vê-la se movendo de um lado para outro resolvendo os problemas de todo mundo e ainda cuidando da casa.
Eu também me casei e até tentei ficar em casa, mas eu simplesmente não dou conta de fazer as coisas e não gosto de ficar mendigando dinheiro ao marido. Lógico que os gastos da minha mãe nem chegavam perto dos meus, pois quando comprava alguma coisa era para o marido, filhos ou para a casa. Sim a casa era a vida de minha mãe!
Lógico que os tempos mudaram e a mulher foi adquirindo espaço na nossa sociedade. Primeiro como ser humano e depois como um ser feminino. As mulheres aprenderam a usar armas de sedução. Chamar uma mulher de sensual há anos atrás era o mesmo que ofendê-la. Hoje todas as mulheres querem se sentir sensuais e desejadas!
As mulheres quiseram tanto se igualar aos homens que copiaram justamente o seu pior traço: o impulso sexual. O relacionamento sexual que deveria ser o clímax de um relacionamento virou uma coisa banal. As pessoas dizem oi e pimba!
O resultado de toda essa loucura é a quantidade de crianças sem pai, de famílias esquisitas, onde ninguém se entende.
Meninas que começam a vida sexual aos 10, 12 anos, quando seu corpo ainda está em formação. Algumas nem sabem que podem engravidar ou o que pode acontecer.
Os meninos, em nome dessa liberdade que a mulher alcançou, aproveitam para sair passando o rodo geral e o pior, sair falando (como se fazia há 10, 20 anos atrás) e as meninas acham que estão abafando.
Quem acaba sofrendo as conseqüências de toda essa liberdade são os avós, que acabam servindo para dar um lar para as crianças sem pais.
Pais e educadores se sentem culpados por não conseguir reverter essa situação, mas essa geração mais do que discordar, discute violentamente e não vê autoridade em ninguém!
Quando eu era criança, muitas vezes, minha mãe apenas olhava e eu sabia que ela não estava gostando do que estava fazendo e parava na mesma hora. Hoje eu falo uma, duas, três vezes com o meu filho e ele não para! Não existe palavra de ordem que pare essa geração! E você não pode bater, pois existem leis que protegem as crianças, agora eu pergunto quem nos protegerá deles?
De primeiro, os pais achavam mais fácil criar um menino do que uma menina, hoje em dia, eu acho que a dificuldade é a mesma, pois os dois se igualam em rebeldia e em atitudes, não há diferença alguma.
É certo que as mães hoje em dia têm que trabalhar o dia inteiro e, quando chegam em casa só pensam em descansar e se preparar para o dia seguinte, mas isso não explica esse descontrole geral da juventude.
Esse descontrole está todos os dias em nossos telejornais. Jovens atacam prostitutas, empregadas domésticas em ponto de ônibus, aposentados em briga de trânsito, destroem boates...
Venho notando que as meninas vem se endurecendo, não são mais tão sentimentais e apaixonadas, apenas querem curtir e, com isso acabam passando por cima de todos, até delas mesmas.
Os meninos ficam perdidos em meio a esse “tiroteio” feminino e sonham com uma mulher que realmente seja verdadeira e que os ame, mas essa mulher não existe mais e acabam se entregando a depressão e ao desespero.
É certo que a população não irá diminuir por falta desse amor, pois crianças continuam nascendo, mas família é uma coisa que não existe mais. O que me parece é que o sexo é mais importante que qualquer outra coisa nesse mundo torto em que vivemos, como se fosse o único sentimento que sobrou fosse o prazer sexual.
Voltamos a ser animais em busca apenas da reprodução da espécie, nada mais importa.
E se essa loucura toda estivesse trazendo felicidade para as pessoas, pelo menos valeria a pena, mas as pessoas estão a cada dia mais infelizes, frustradas, incompletas.
Não estou sendo moralista, nem estou pregando a volta da moral e dos bons costumes, apenas estou pedindo um pouco mais de bom senso das pessoas ao invés de se destruírem tanto e depois se arrependerem.
As coisas se distorceram de tal maneira que tudo que era errado é feito como se certo fosse. Não há mais amor, união, família, nada!
Eu, que sempre fui uma pessoa sentimental, estou me tornando uma pessoa fria ou pior, medrosa, pois não sei mais o que pode acontecer se eu sair para me divertir e topar com um grupo desses pela frente. Acabo com medo de me relacionar com estranhos e até de conviver com as pessoas.
Fico realmente triste é quando eu penso que tenho um filho e que ele está crescendo! Eu não sei no que ele vai se transformar, pois quando está comigo logicamente não é igual quando está em grupo. Sei que não posso fechá-lo em uma redoma, entretanto fico muito temerosa a cada vez que ele sai, mas também não em como proibir porque eu não tenho como fiscalizar.
É muito estranho para mim atender telefonemas durante o dia inteiro de garotas procurando pelo meu filho. Pelos deuses! Que inversão de valores são esses? Quando eu tinha a idade dele, as meninas davam o número do telefone para os meninos e ficava olhando para ele o dia inteiro, se fosse necessário, esperando que ele ligasse! Esperávamos semanas e se ele não ligasse a gente ficava super triste, achando que tinha sido muito atirada, que tinha feito algo errado, mas esperávamos.
As meninas não iam ao encontro dos meninos ou em suas casas, criavam situações em que pudesse encontrar o “eleito”. Mesmo as mais atiradinhas, procuravam esconder esse traço.
Hoje em dia não, elas fazem questão de ir em cima, ligam o tempo todo e agarram mesmo na cara dura.
O que será do meu filho quando for mais velho?
Será que vai ser mais um pai solteiro e frustrado por descobrir que a garota que ele amava não prestava?
Gostaria de poder reverter essa situação e plantar uma semente de amor e dignidade no coração dos nossos jovens, embora uma semente demore em se transformar em uma planta madura sempre haverá uma esperança.
Temos que nos preocupar em cobrir o buraco negro no coração das pessoas, iluminando seus dias com palavras de delicadeza e gentileza. Vamos multiplicar o amor.
Quem sabe assim, conseguiremos que nossos filhos, sobrinhos, alunos e vizinhos resolvam copiar nossos gestos e, com isso, modificar o futuro da nova geração.

Um comentário:

Rafael Vermelho disse...

Pois é né!
Ningúem controla essa molecada não é?
Por isso não quero ter filhos, já estou com 32 anos e nada de filhos e também não gosto dessa loucura sexual que acontece com a molecada hoje, apesar de ser homem, pois os relacionamentos hoje viraram um caos!