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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
Escrevendo para a posteridade
Eu penso que todas as pessoas deveriam escrever a sua história. Por mais simples que nossas vidas possam parecer, os fatos que contamos para nossos filhos e amigos enquanto estamos vivos, fazem falta e vão se perdendo na memória dos que ficam depois que deixamos de existir.
Eu sinto falta de ouvir alguns detalhes da minha infância como a minha mãe contava.
Hoje eu tento me lembrar de certas coisas que ela me contava e não consigo e já não tenho mais a minha mãe para consultar.
Se deixarmos nossas histórias registradas, alguém pode ler e, com isso manter nossa memória viva quando não mais existirmos.
Não importa se a pessoa escreva bem ou não, o que importa é manter tudo registrado.
Minha avó tinha histórias maravilhosas sobre a origem da nossa família e, hoje são apenas pontas soltas na memória deste ou daquele neto, junto com alguma poucas fotos que sobraram.
Eu gostava de ouvir sobre o brasão que a família possuía, dos vários lugares em que ela tinha morado - meu bisavô era chefe de estação e eles se mudavam quase que todos os anos. Me divertia ouvindo ela contar que fazia a "primeira comunhão" em todas as cidades em que ia morar.
E as histórias contadas em italiano pelo meu avô que a gente repetia sem entender uma só palavra!
Ah! Se eles tivessem deixado tudo registrado eu agora não estava fazendo tanta força para tentar lembrar e esboçar um sorriso no canto da boca a cada vez que lembro de algo...
Não existe nada que não valha a pena ser registrado, pois no momento pode parecer simples, mas quando deixamos de estar aqui para contar, elas fazem muita falta.
Eu pretendo deixar algumas histórias registradas, mas tenho certeza de que as que eu deixar passar, farão falta para os amigos e filho que eu deixar. Mas talvez, apenas talvez, ao lerem as que estão registradas eles consigam lembrar de outras que eu contei e esqueci de registrar.
Se todas as pessoas que estão lendo este texto refletirem apenas um pouquinho e, ao seu final, decidirem registrar as suas histórias, eu vou me sentir feliz pelas memórias que continuarão vivas.
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
A minha peregrinação pelo serviço público de saúde
Nessa segunda fez exatamente uma semana que eu entrei em contato com a Clínica da Família Dr. Dalmir de Abreu Salgado.
Lógico que entrei em contato e nada aconteceu.
O que as pessoas que trabalham no serviço público esquece é que existe uma coisa chamada OUVIDORIA.
Mas não pensem que a coisa é fácil assim, nada nesse país é. Você reclama, a unidade entra em contato, dá uma desculpa esfarrapada para a ouvidoria e diz que basta você aparecer na unidade que será atendido de maneira prioritária.
A gente se engana, achando que isso realmente vai acontecer e vai até lá na esperança de ser atendido, entretanto, eles te "cozinham" durante uma manhã inteira e depois "te chutam" para o mês que vem - e ainda te olham com aquela "cara de monstro", tipo: "Gostou? Você reclamou e nós não estamos nos negando a te atender, porém, você depende de nós e agora vai esperar".
Só que eles também esquecem que, não sendo o acordado, podemos voltar a reclamar e, quando isso acontece, uma simples justificativa não bastará para a ouvidoria.
Após ir a tal unidade e ser "chutada" entrei em contato, de novo com a ouvidoria e, milagrosamente uma consulta apareceu, para mim, para a próxima quarta.
Mas vamos lá: Quando reclamei da primeira vez a agente ligou para minha residência e disse para a ouvidoria que esteve na minha casa em junho e que, como não tem hipertenso ou criança, só tem que fazer visitas de 3 em 3 meses.
Vamos lá: Realmente, em junho ela esteve na minha casa gritando o nome de outra moradora do condomínio, quando falei que era na casa ao lado ela me perguntou se eu estava precisando de algo da clínica, como disse que não, ela foi embora e pronto!
Ela me conhecia tanto que, quando foi obrigada a vir a minha residência, ficou perdida pelas ruas do condomínio, me ligando do celular até eu ir para a porta e acenar para ela.
Quando finalmente me encontrou, disse que marcaria uma consulta para mim e que, se precisasse de algo que eu poderia procurá-la de manhã na clínica.
Estive lá na quinta, sexta e nada.
Na segunda, meu marido que é uma pessoa cabeça quente, foi lá com uma cópia da resposta que eles deram para a ouvidoria - dizendo que eu seria atendida se fosse lá - e foi quando todo o resto aconteceu.
A conclusão é que, após tantas reclamações, a clínica está sob intervenção, isto é, pagarão por todos os pecados de todas as clínicas da família e serão espremidos até se tornarem um exemplo para os demais.
Sinto muito, mas tudo poderia ter se resolvido da melhor forma possível.
Lógico que, se eu estivesse de braços cruzados esperando algum tratamento, estaria cheia de bolinhas coçando e, talvez estivesse com febre e muito pior.
Como todo brasileiro, estou tomando banho com sabonetes medicinais e usando loções para pele, mas não sou médica e, não sei se é o melhor tratamento.
Assim que as coisas forem evoluindo, volto para contar mais um capítulo da minha sina.
Uma coisa que esqueci de mencionar: Ontem, quando a agente de saúde veio em minha residência trazer a tal consulta, se queixou porque a gente reclamou e agora a clínica estava sob intervenção e disse que só não trouxe a consulta antes porque não tinha ido trabalhar.
Resumindo: Ela foi trabalhar na quinta, quando eu reclamei a primeira vez e ela veio até minha casa e só voltou uma semana depois porque eu reclamei de novo!
OBS - Nem bem terminei esse texto e vi uma propaganda da prefeitura dizendo que investiu um milhão e meio de reais nas Clínicas da Família.
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Uma questão complicada
Nas últimas eleições para prefeito do Rio de Janeiro, estava voltando para casa de van, pois onde moro o transporte alternativo é mais do que alternativo, é uma necessidade, e ouvia o motorista dizendo a um conhecido que "eles" - acredito eu que se tratava de outro motorista de van - tinham que "fechar" com o Eduardo Paes, pois prometeu regulamentar o trasporte.
Eu, que já não acreditava que as coisas podiam melhorar em nada, ouvia calada e ficava pensando se ainda não podia ficar pior.
Nesse meio tempo eu vi o Brasil "ganhar" a sede da Copa das Confederações, da Copa do Mundo e o Rio de Janeiro ser eleito para sediar as Olimpíadas.
Isso, é claro, sem falar na visita do Papa na Jornada mundial da Juventude.
Todos esses eventos trazem ganhos para o país seja na infraestrutura, seja no turismo e desenvolvimento.
O que eu me pergunto é se um país que tem tantos problemas estruturais deveria realmente investir tanto para sediar tais eventos.
Vejam nosso sistema de transporte, por exemplo, é vergonhoso comparar um trem da Supervia com o trem bala Japonês inaugurado em 1964!
Em 1964 os trens no Japão já eram melhores do que os que temos hoje em 2013 no Rio de Janeiro.
Mas voltando a vaca fria, para receber a tal Copa das Confederações, os estádios de futebol foram reformados para seguirem o "padrão FIFA" e, com isso foram gastos alguns milhões.
É uma pena que a FIFA não tenha pensado em exigir o mesmo padrão para os hospitais, por exemplo, pois assim nosso sistema de saúde estaria um pouquinho melhor.
Pouco antes do início da tal copa, houve um aumento de passagem, já previsto e a população resolveu se manifestar contra. Mas não foi uma coisa só contra as passagens, a população resolveu dizer que nunca foi a favor desses eventos que tanto alegraram os governantes quando ganharam a concorrência.
Como assim?
O Brasil não é o país do futebol?
Como podem vaiar o presidente da FIFA e a presidente do país no dia da abertura?
Houve muitas manifestações, muito quebra quebra, muito sentimento de patriotismo e tudo ficou esquecido após a visita do Papa Francisco.
Sobre a visita do Papa há uma consideração que gostaria de fazer: O Capus Fidei.
O "Campo da Fé" foi construído em uma área de preservação ambiental permanente. Árvores foram derrubadas e sobrou apenas uma grande área com o altar e mais nada. Mas era um nada tão absoluto que choveu e tudo virou lama e o Papa não pode ir até o local.
Agora a área é um nada mais absoluto ainda, pois não tem mais vegetação e nem a lembrança do Papa.
O prefeito chegou a anunciar que o local ia virar um bairro popular. Bairro popular tipo Cidade de Deus?
Como o Papa já é notícia velha, pois vai começar o Rock in Rio, é bem provável que o terreno já tenha sido invadido por algum movimento de sem teto. Depois a prefeitura entra com o IPTU e a promessa de infraestrutura.
Primeiro o IPTU, depois, ...
No país dos estádios padrão FIFA, os professores do estado do Rio de Janeiro estão em greve há 34 dias e alguns estão acampados em frente a ALERJ.
Isso mesmo!!! No centro da cidade do Rio de Janeiro, em frente às escadarias da Assembléia Legislativa, professores acampam.
Será que esse gesto irá sensibilizar o Sr. Governador que dorme em lençóis de seda e se desloca em helicópteros para não ter contato algum com o cheiro infecto do povo?
Duvido.
Assim como duvido que os problemas básicos da população sejam sequer questionados por essa geração de políticos que está no poder e que parece estar mais preocupada em festejar e esconder os problemas sociais jogando pelos ralos da corrupção.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Sistema de saúde
Se tem algo que realmente anda mal das pernas no Rio de Janeiro é o sistema de saúde, aliás, me pergunto se algo além do helicóptero do governador está funcionando.
Quando essa onda de protestos começou, pensei que talvez, apenas talvez, algo pudesse realmente ser feito para mudar a situação do carioca que já está cansado de promessas e nenhuma solução.
Cheguei a ver políticos que sempre tiveram o apoio da população serem cobrados e vaiados, mas tudo não passou de mais uma ilusão.
Por não ter plano de saúde, todos os dias eu rezo para não ficar doente e nem precisar ir ao médico por motivo algum, mas de uns quinze dias para cá, apareceram erupções na minha pele que coçam muito e estão se alastrando.
Quando apareceram as primeiras erupções eu pensei se tratar de uma alergia a uma picada de inseto e não dei muita importância, mas coçava muito e resolvi tomar um antialérgico por conta própria.
No dia seguinte tinha a barriga, braços e pernas cheios de pintas que coçavam muito.
Como era um sábado eu só poderia procurar atendimento em uma UPA - Unidade de Pronto Atendimento.
Não tem muito o que se falar sobre essas unidades, pois elas prestam ao papel a que foram criadas: atendimento emergencial para casos que não necessitam internação imediata.
E assim foi. O atendimento não demorou mais que uma hora. Fui atendida, medicada e ainda trouxe remédio para continuar tomando em casa.
Entretanto, o médico me disse que, caso o problema persistisse eu deveria procurar um posto de saúde - momento tenso...
Na segunda feira, eu continuava com o corpo com as marcas e a coceira ainda estava pior e como tem uma clínica da família bem ao lado da minha casa, marchei bem cedo para lá.
O nome é bem bonito e sugestivo: Clínica da Família.
Chegando lá fui informada que não podia marcar consulta com médico algum e que deveria aguardar a visita do "agente de saúde" em minha residência.
Ótimo, deixei meu nome e endereço e aguardei.
Como o agente não veio, meu marido usou o número de telefone que a prefeitura disponibiliza para que o cidadão reclame.
Terça feira, na parte da tarde a agente de saúde tentou me convencer de que passava mensalmente pela minha casa, mas não encontrava ninguém. Quando frisei que não estava trabalhando e que raramente saía de casa, senti que que quem ficou tensa foi ela.
Hoje, quarta feira, a agente veio até minha casa, tentando me convencer de que o problema era que o endereço estava errado na ficha - como se não fosse obrigação dela passar pela minha casa - e que se não tinha criança ou hipertenso, o agente deve passar uma vez a cada quatro meses na residência. Que fosse, acontece que ela nunca passou!
Para que servem as clínicas da família?
Para quase nada, pois cada equipe possui apenas um clínico geral, um enfermeiro e um técnico de enfermagem.
Quando se fala em clínica, as pessoas pensam que vão encontrar médicos de várias especialidades e que vão poder cuidar melhor da sua saúde, mas não é o que ocorre, pois os bairros são divididos por equipes com um agente que deveria visitar as residências de uma determinada região, um médico - clínico - um enfermeiro, um auxiliar de enfermagem e um dentista.
A agente de saúde me garantiu que até o final do mês eu consigo uma consulta com o médico responsável pela minha região e que ela irá trazer o marcação na minha casa!
Nossa! Se for uma micose, quando for marcada a tal consulta eu já estarei podre.
Se for uma alergia, provavelmente não precisarei mais da consulta, pois estarei morta.
Se for contagioso, bem, posso ter infectado a agente que certamente terá atendimento ou que, na pior das hipóteses, vai infectar a região inteira, talvez assim haja algum tratamento...
Outra coisa que fiquei intrigada, foi quando a agente disse que, mesmo não sendo obrigada a visitar a nossa residência porque nela não tinha nenhuma criança nem hipertenso, a gente poderia procurá-la na clínica pela manhã lá pras oito e quinze, oito e meia, porque já tinha dado o tempo dela chegar, tomar um café, uma água...
Achei muito interessante descontar o tempo do enrolation no horário de serviço.
Vamos falar a verdade? Essa coisa de clínica da família foi a pior bosta que já enfiaram pelas nossas goelas a baixo!
Melhor seria ter mais postos de saúde, pois no posto tem mais do que um clínico para atender.
Sinceramente, não sei o que passa pela cabeça dos políticos no Rio de Janeiro, mas eu sei que já estou cansada de ver idéias esdrúxulas que servem apenas para alimentar o propinoduto e, o que me parece, é que essas clínicas da família não servem mais do que a isso.
Sei que a política muda, o partido que está no poder muda e acabamos com um montão de estruturas que não servem mais para nada - serviram como valas despejo de dinheiro para os bolsos de alguns - e acabam abandonadas, sem serventia nenhuma ou pior, fonte de gasto de manutenção.
Da prefeitura passada nós ficamos como herança a CIDADE DAS CRIANÇAS, a CIDADE DA MÚSICA e a CIDADE DO SAMBA - essa as escolas de samba fazem funcionar e o TERREIRÃO DO SAMBA, onde vez por outra tem um evento.
A nossa cidade ainda sofre do EFEITO BRIZOLÃO. isto é, foram construídos tantos CIEPS que alguns, não tendo criança suficiente para funcionar - por ter sido construído em descampados ou muito próximo de outro CIEP - foram utilizados para servirem de quartel para bombeiros ou sede para algum órgão sem sede.
Quando votamos, assinamos um cheque em branco para que os políticos façam o que bem entenderem, até mesmo obras que, nitidamente, só servem para alimentar as valas da corrupção.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Ser ateu é direito meu
Eu juro que eu gostaria ser ser uma pessoa crédula e achar que existe alguém cuidando de nós, mas não há.
É confortável achar que existe um pai eterno tomando conta de nossos passos, como éramos crianças, mas não há.
Hoje está cada vez mais difícil se dizer ateu sem ter alguém tentando te converter ou te discriminando.
Tenho medo que mais dia, menos dia, sejamos obrigados a nos converter em alguma religião.
Eu fazia um curso e a professora só começava a aula após rezar.
Primeiro eu procurei ficar quieta no meu canto, depois comecei a sair e ir ao banheiro enquanto ela rezava - primeiro ela passou a me esperar para rezar e depois começou a rezar depois que eu voltava. Por último eu passei a chegar no limite que tinha para atraso de aluno e a professora passou a esperar que eu chegasse para rezar, chegando ao ridículo de interromper a aula para rezar depois que eu já estivesse lá.
Para não entrar em polêmica, larguei o curso.
Eu não sou a única pessoa que sofre preconceito por não acreditar.
Falta mesmo respeito entre os religiosos em relação aos que não acreditam.
Quando meu filho era pequeno, era o alvo preferido dessas pessoas, pois meus vizinhos acreditavam que se conseguissem convertê-lo, acabariam trazendo seus pais para a igreja ou mesmo "salvando" pelo menos "uma alminha".
A maioria dos meus vizinhos ou são evangélicos ou estão se convertendo.
O preconceito mais ridículo que eu sofri foi numa reunião de condomínio onde o síndico era evangélico e simplesmente não me deixava falar, passando a vez para "algum irmão ou irmã".
Quando a minha paciência chegou ao limite, passei fazer a saudação a Hitler cada vez que ele falava algo e isso levou aos não evangélicos a refletirem melhor sobre a situação e tivemos uma série de protestos em relação a situação. No final, pedi que desse uma cópia das propostas apresentadas para que eu levasse para o meu advogado analisar.
Ele pediu demissão do cargo.
Depois que ele se demitiu, foi descoberto um enorme rombo no orçamento do condomínio.
As pessoas aprovavam seus orçamentos na boa fé que o "bom pastor" não desviava a verba, mas quem foi que determinou que o caráter se mede pela religião que a pessoa frequenta?
Eu sempre ouço: "Fulano é um homem bom, é pastor da igreja tal".
E também é bem comum: "Ih! Fulano é macumbeiro".
Pouco tempo depois do "pastor e seus discípulos" terem mudado do condomínio - a maioria por ordem de despejo - apareceu o "Bonde de Jesus".
O Bonde de Jesus era um grupo que saía com bumbos e triângulos pelas ruas do condomínio no domingo a tarde gritando: "Jesus te ama e eu também!"
Lógico que eles faziam isso naquele horário em que todos já tinham acabado de almoçar e estavam tirando a "sesta".
Eles incomodavam a todos, pois batiam nas portas e tocavam as campainhas das casas para serem atendidos e terem seus panfletos com a divulgação da sua igreja devidamente distribuídos.
Alguns começaram a se incomodar com a situação.
Teve um que começou a abrir o portão de cuecas e outros com cervejas na mão, mas o bonde só desapareceu mesmo quando as vigílias e os enterros do diabo passaram a ser constantes.
Não, meu caro leitor, você não leu errado, eles passavam a noite inteira com um caixão fechado onde eles diziam estar o diabo e pela manhã enterravam em um terreno qualquer. Depois vinha alguém da igreja e desenterrava para aproveitar o caixão para a próxima semana, afinal, caixão está caro!
Embora todos achassem que aquilo era um absurdo, ninguém queria o diabo enterrado no terreno ao lado do seu.
O "Bonde de Jesus" desapareceu.
Eis que surge uma nova tendência nas igrejas: evangelizar!
Para mim é maneira mais chata de tentar convencer as pessoas que a religião é o melhor caminhos, pois a gente chega em um ponto de ônibus com medo que a pessoa que está lá venha puxar conversa e "mostrar como deus é generoso, apesar da sogra ter que cortar as duas pernas para não gangrenar".
Foi então que uma vizinha resolveu ouvir hinos evangélicos no último volume de seu som para disseminar a "palavra do senhor".
Eu juro que queria conseguir ouvir meus próprios pensamentos, mas não conseguia!
Eu já estava preferindo ser surda, pois não conseguia nem ouvir o noticiário da TV!
Foi quando chegou o feriado e um outro vizinho resolveu rebater os hinos com um som mais ensurdecedor ainda, ligado em uma rádio que só tocava axé. Foi quando eu cheguei a conclusão que antes da gente aborrecer o nosso vizinho com um som extremamente alto deve pensar que ele pode ter um som mais potente e um gosto musical duvidoso.
Nunca mais se ouviu hinos evangélicos vindo da casa da tal senhora.
Quando o condomínio passou a ser dirigido por pessoas que, embora tivessem religião, não faziam questão de impô-la aos demais, as coisas ficaram mais razoáveis.
Mas não pensem que os absurdos deixaram de existir, pois os condôminos não permitem que o carro do pão entre porque faz barulho, não permite o carro do gás porque faz barulho, não permitiram a festa junina porque ia fazer barulho, mas queriam permitir que o pastor colocasse um trio elétrico na pracinha para promover "uma tarde com Jesus".
É, a luta continua, pois ser ateu é direito meu.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Estado Laico?
Estou realmente preocupada com o rumo do nosso país.
Antes seria inconcebível pensar no fim do Estado Laico, hoje é proposta da câmara!
Não entendo como permitem uma bancada evangélica na câmara!
Será que o Brasil é realmente o maior país católico do mundo?
O fato é que eles estão em todos os lugares.
Não dá para caminhar pelas ruas sem encontrar alguém fazendo pregação.
Andar de trem no Rio de Janeiro sem topar com algum fiel pedindo donativos para a sua igreja é impossível.
Eu tenho visto verdadeiros absurdos!
Uma amiga me falava de uma professora de português que colocava versículos bíblicos no quadro ao invés de dar aulas.
O facebook está cheio deles e suas pregações.
Outro dia resolvi rebater uma delas e começou uma verdadeira perseguição!
Agora meu celular está cheio de passagens bíblicas mandadas por "um amigo" que não se conforma por eu não acreditar em deus!
Isso é desrespeito, falta do que fazer e mais: fere a minha individualidade e meu direito de não crer.
Não é que eu nunca tenha frequentado igreja ou que eu tenha me decepcionado com deus, eu só fui racionando sobre as coisas ditas na bíblia e deixei de acreditar.
O mais interessante é que essas pessoas ditas religiosas, quando não tem mais argumento para te converter, te rogam as piores pragas desse mundo. Te desejam o pior que se pode desejar a uma pessoa. Não é incrível?
Te mandar direto para o tal do inferno é logo a primeira opção e quando você fala que também não acredita no inferno, começam a desejar que você tenha as piores doenças possíveis para acreditar na existência de deus.
Não é antagônico?
Eu realmente acho que em breve todos serão obrigados por lei a se converterem, como acontece no Islã, pois a coisa está ganhando proporção astronômica!
Vai haver uma caça às bruxas interminável em nosso país e ainda bem que não temos pena de morte, mas isso também pode mudar...
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
SAC - Serviço de Atendimento ao Consumidor
Com a implantação do Código de Defesa do Consumidor, os SACs passaram a ser obrigatórios e faziam um canal direto entre o consumidor e as empresas.
Quem já não ouviu falar de um vizinho que reclamou de uma caixa de leite estragada e recebeu uma embalagem com 12 caixas?
Pois bem, esses tempos se foram.
Meu vizinho reclamou para a SKOL que tinha uma lata de cerveja estragada entre as tantas que comprou para as festas de fim de ano e a fábrica respondeu prontamente mandando um carro com um funcionário e uma latinha de cerveja. A gente também não sabe se o funcionário resolveu sonegar o restante e entregar apenas a lata para substituir a estragada, mas o fato é que ficou muito mal para a empresa e este ano ele optou por comprar da BRHAMA, pois achou muito antipático por parte da empresa.
O que as empresas devem lembrar que a vida é uma rede social e que cada pessoa conhece, pelo menos 5 pessoas, que podem falar mal delas e formar uma rede de boatos que certamente vão denegrir a imagem da empresa - seu bem mais precioso.
No caso do meu vizinho a rede se estende, pois ele tem 6 irmãos e a esposa 5. Sem contar os sobrinhos e os amigos...
Este ano os familiares estranharam a troca da marca da cerveja e ele explicou com detalhes o acontecido no ano anterior.
Conclusão: Numa festa para mais de 50 pessoas a BRHAMA foi a estrela.
Será que essas pessoas gostaram do sabor da novidade?
E se a SKOL mandou 1 caixa e o funcionário entregou apenas 1 cerveja de que é a culpa? Do SAC que não fez o retorno com o cliente para medir o nível de satisfação.
Que coisa feia, né?
Pensando em não passar o Natal com cabelos brancos, comprei uma tintura para cabelos, castanho escura, da marca Nouvelle.
Eu estava tranquila, pois já havia usado a marca e o resultado tinha sido melhor do que o esperado, mas qual foi a minha surpresa ao lavar os cabelos e perceber que a tintura não fez efeito.
Corri para a caixa e não encontrei a bisnaga, já tinha jogado no lixo do banheiro junto com os papéis higiênicos e não ia meter a minha mão. Entretanto, aprendi no curso de logística que o produto pode ser rastreado pelo código de barras, então, entrei em contato com a empresa e passei o número da caixa.
Tudo que consegui foi um sinto muito, mas sem o número do lote não podemos fazer nada.
Achei uma puta falta de boa vontade e comprei uma tintura de outra marca e passarei a dizer para as pessoas não comprarem essa tal de Nouvelle pois além de não ter funcionado, eles não são simpáticos ao resolver problemas.
O mesmo aconteceu com minha mãe, só que dessa vez ela tinha todos os dados.
Entrei em contato com a Cor&Ton e relatei o problema, passei todos os dados e recebi um e-mail pedindo que ligasse para um 0800 que quando a gente liga não consegue falar ou que passasse o meu telefone.
Passei o telefone da minha mãe umas 3 vezes e parece que a coisa caiu mesmo no esquecimento, pois ninguém ligou.
E agora? Qual é a desculpa para não trocar o produto defeituoso?
Meu filho comprou no dia 08/12/11 uma sandália Havaiana igualzinha a esta.
Segundo a propaganda, as sandálias Havaianas não soltam as tiras e não tem cheiro, entretanto, no dia 21/12, já estava desta maneira:
Como vocês podem ver, a tira está solta!
Sem contar o transtorno de estar em uma cidade estranha e ter que sair procurar uma sandália nova para ele, pois fica praticamente impossível caminhar com a sandália desse jeito.
Assim que cheguei de viagem, entrei em contato com a empresa que me mandou um questionário que não tinha mais tamanho, mas tudo bem.
Depois de mais ou menos uns 5 e-mails, ainda não sei se a empresa pretende ou não trocar o produto.
Hoje pela manhã resolvi enviar a foto da sandália para que eles vissem o estado da mesma com apenas alguns dias de uso.
O que eu acho mais engraçado, é que ele sempre usou aquele modelinho branco, mais baratinho e nunca teve esse problema, foi só comprar um modelo mais caro, comprado numa loja de shopping e não durou nada.
A gente tem um monte de direito que não serve para nada, pois as 3 empresas que eu entrei em contato ainda em dezembro do ano passado, nenhuma ainda me apresentou nenhuma solicitação, com exceção da Nouvelle que me apresentou um sinto muito.
Bem, como nesse mundo vivemos todos conectados, muita gente vai saber do que se passou comigo e, talvez as pessoas pensem duas vezes antes de comprar esses produtos.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Essa anda rolando pela net
Na época da ditadura, podíamos acelerar nossos Mavericks acima dos 120km/h sem a delação dos radares, mas não podíamos falar mal do presidente.
Podíamos cortar a goiabeira do quintal, empesteada de taturanas, sem que isso constituísse crime ambiental, mas não podíamos falar mal do presidente.
Podíamos tomar nossa redentora cerveja após o expediente, sem o risco de sermos jogados à vala da delinqüência, mas não podíamos falar mal do presidente.
Não usávamos eufemismos hipócritas para fazer referências a raças (“ei negão”), credos (“esse crente aí”) ou preferências sexuais (“fala sua bicha”) e não éramos processados por isso, mas não podíamos falar mal do presidente.
Íamos a bares e restaurantes cujas mesas mais pareciam Cubatão em razão de tantos fumantes, os quais não eram alocados entre o banheiro e a coluna que separa a chapa, mas não podíamos falar mal do presidente.
Cantava a menina do Contas a Pagar ou a recepcionista sem medo de sofrer processo judicial por assédio, mas não podia falar mal do presidente.. .
*Hoje a única coisa que podemos fazer é falar mal do presidente !
*Que merda ! ! !
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Aqui a gente faz parte do circo
Depois de uma péssima noite patrocinada pela light, resolvi deixar meu protesto.
Hoje, lá pelas 3 da manhã, acabou a luz. Está certo que choveu e não estava mais tão calor assim, mas acontece que uma nuvem de pernilongos resolveu aproveitar e fazer um banquete com a gente, já que tivemos que abrir a janela do quarto para poder dormir.
Às quatro da manhã, resolvemos ligar para reclamar. Lógico que a gente só liga para reclamar se está sem luz e eles insistem em pedir aquele código cretino do cliente.
A gente tem aquela luz de emergência, mas aquilo ilumina muito pouco.
Lá pelas cinco da manhã, eu desisti e fui para a cama para disputar espaço com os pernilongo que me aguardavam pacientemente.
Mais ou menos meia hora depois a luz voltou e pudemos dormir, finalmente.
Quando foi NOVE HORAS da manhã um funcionário da light está batendo em meu portão para perguntar se eu estava sem luz!
Realmente é impressionante a agilidade e presteza que a empresa tem com seus consumidores, sem falar na comunicação entre funcionários e prestadores de serviço!
sábado, 1 de outubro de 2011
A boca do inferno voltou
Lembram quando me queixei que fui atendida por uma enfermeira e não por uma ginecologista na Clínica da Família?
Pois é, essa semana fiquei sabendo que as vagas para trabalhar nas tais clínicas são vendidas!!!
Isso mesmo, você que é concursado vai ficar esperando até o bonde passar, pois só trabalha nas tais clínicas quem tem Q.I.!
Se você não tem padrinho e não tiver dinheiro para pagar não vai trabalhar!
Assim passa o bonde...
Logo vi, pois na Clínica da Família que funciona perto da minha casa só tem gente conhecida trabalhando, não é legal?
Se a pessoa vai com a sua cara, te atende bem, mas se o seu filho deixa a joga bombinha na casa dela você fica a ver navios...
Também nem vale à pena ser atendido numa porra dessas, pois a gente é atendido por enfermeiros que nem sabe se é diplomado e médicos que podem nem ter diploma!
"Que país é esse?
É a porra do Brasil"
Postado por
Anônimo
às
sábado, outubro 01, 2011
Um comentário:
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desabafos
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Polêmica Sobre a obra de Monteiro Lobato
Até entendo toda essa polêmica em torno dos livros de Monteiro Lobato, mas o que me pergunto se é válido analisar a obra sob a ética e a moral vigente.
Se vamos começar a analisar todos os autores brasileiros sob o prisma da sociedade atual, certamente não sobrará sequer um autor que não seja digno de censura!
O Sítio do Pica Pau Amarelo retrata o cotiano de duas crianças de mundos diferentes e que se encontram nas férias.
Se formos analisar a obra pela ótica atual veremos o choque cultural das duas crianças também como uma forma de discriminação social, pois o menino Pedrinho vem passar as férias escolares no Sítio, mas não vemos nenhuma menção de que Narizinho frequente escola!
Alguns autores usam algumas falas da boneca Emília para ilustrar o racismo do autor, o que eu acho um absurdo, pois a boneca é extremamente mal educada e faz brincadeiras maldosas com todos os personagens e usa de xingamentos com todos que não concordam com suas idéias e vontades.
Quando eu era criança, havia um grupo de mães ensandecidas que pediam a retirada do desenho do Pica Pau, pois ele dava maus exemplos para as crianças.
O desenho passa até hoje em algumas emissoras de televisão.
Mau exemplo é o desenho Dragon Ball que, se a gente assistir de muito perto da tela, é capaz de ficar com alguns respingos de sangue na roupa!
Ainda outro dia meu marido comprou um livro de contos brasileiros na feirinha do livro aqui perto de casa e tinha três contos sobre a formação das raças que eram extremamente racistas se analisados sobre a nossa ótica, mas que provavelmente não causavam nenhum mal estar na época em que foram escritos.
Acho que essa coisa toda de moral e politicamente correto está chegando a extremos muito perigosos, pois vi algumas mães fazendo protestos na porta de uma escola porque um livro de história mostrava um negro no tronco com a bunda de fora.
As popozudas podem aparecer com a bunda de fora em qualquer reality show que todos acham normal, mas um desenho em um livro de história não pode!
Hoje nós vivemos em uma democracia onde tudo é proibido e apenas os absurdos são considerados normais!
Eu não acho nada normal alguns funks de linguajar chulo, mas não posso falar isso aos quatro ventos porque posso ser acusada de discriminação ou coisa bem pior!
Se vamos partir por esse lado vamos excluir da literatura de nossos jovens algumas obras significativas...
Que tal então mudarmos o nome da obra de Aluísio Azevedo?
Ao invés de "O Mulato", chamaremos a obra de "O Afro-descendente", deixando o título original apenas em parênteses.
Temos que modificar a letra de Ataulfo Alves, pois "Mulata Assanhada" é uma coisa totalmente pejorativa!
Ora, meus senhores!
Parem de se preocupar com coisas pequenas e vão cuidar da educação desse povo que está em estado de emergência há muito tempo!
Pouco adianta ser politicamente corretos se o povo não sabe mais nem o que é correto!
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Bombeiros conseguem Habeas Corpus
Os 439 bombeiros presos no último sábado (4) por invadir o Quartel Central da corporação, no centro do Rio de Janeiro, há uma semana já podem ser soltos nesta sexta-feira (10). Um pedido de liberdade feito pelos deputados federais Alessandro Molon (PT-RJ), Protógenes Queiroz (PC do B-SP) e Doutor Aluizio (PV-RJ) foi aceito pelo desembargador Claudio Brandão de Oliveira, do Tribunal de Justiça do Rio, nesta manhã.
Os parlamentares foram para o quartel de Charitas, em Niterói, na região metropolitana do Rio, para comunicar a decisão aos militares presos e aos familiares deles.
Os bombeiros acampados na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), que prometiam só encerrar os protestos com a soltura de todos os colegas, ainda não haviam sido informados sobre a decisão até as 10h30 e evitaram comemorar.
Na decisão, Oliveira alega que "convencido de que a manutenção da prisão não mais se justifica, defiro a liminar requerida e concedo a liberdade provisória aos militares presos no episódio mencionado na petição inicial e que constam na relação..."
Os deputados fizeram o pedido ainda durante a madrugada, mas a decisão só foi concedida às 9h55.
A decisão acontece no mesmo dia em que a Defensoria Pública pretendia entrar com o segundo pedido de liberdade, já que o pedido de relaxamento de prisão foi negado na última quarta-feira (8) pela juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros, da Auditoria da Justiça Militar.
Na decisão, a juíza havia considerado não haver qualquer irregularidade no auto de prisão em flagrante. De acordo com ela, “a custódia cautelar de todos os militares mostra-se imprescindível à garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para a manutenção dos princípios da hierarquia e da disciplina militares, que se encontram flagrantemente ameaçados”.
Entenda o caso
Por volta das 20h da última sexta-feira (3), cerca de 2.000 bombeiros - muitos acompanhados de mulheres e crianças - ocuparam o Quartel Central da corporação, no centro do Rio de Janeiro. O protesto, que havia começado no início da tarde em frente à Alerj (Assembleia Legislativa), durou toda a madrugada.
A principal reivindicação da categoria é aumento salarial de R$ 950 para R$ 2.000 e vale-transporte. A causa já motivou dezenas de paralisações e manifestações desde o início de abril. Seis líderes dos movimentos chegaram a ser presos administrativamente em maio, mas foram liberados.
Entendam que essa foi uma decisão política, nada tem a ver com justiça, pois várias categorias do estado e até do restante do país já estavam apoiando a categoria.
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sexta-feira, junho 10, 2011
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quinta-feira, 9 de junho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
Reforma política?
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segunda-feira, 30 de maio de 2011
O Rio de Janeiro é uma fartura só
Estava dando uma lida nos blogs dos amigos quando vi o desabafo de uma amiga que dá aulas em uma escola compartilhada e simplesmente mudaram o local da escola sem consultar ninguém.
Para quem não sabe, no Rio de Janeiro, ao invés do governo do estado construir escolas, usa prédios da prefeitura no horário noturno, "compartilhando" o mesmo espaço físico.
O que acontece na verdade é que, como o espaço físico pertence à prefeitura, as diretoras não gostam nadinha de ter que dividí-lo e causam todo tipo de transtorno para os coabitantes e os alunos não podem utilizar todas as salas da unidade, muitas salas ficam trancadas e, algumas vezes, alunos estudam em refeitórios.
Até entendo que "compartilhar" uma unidade escolar não é a melhor coisa do mundo, mas sabotar o trabalho de outro professor que está numa condição pior que a sua, pois é um "sem escola", eu acho uma puta de uma sacanagem.
O que eu não entendo é por que os professores que vivem nessa situação há anos ainda não denunciaram essa situação.
Quer dizer, além de "fartar" professor, ainda "farta" espaço físico ou seja, escolas propriamente ditas.
Estamos gastando bilhões de reais para fazer a copa e as olimpíadas e estamos esquecendo de investir no básico: educação.
O governo do estado estará contratando nos próximos dias 4.500 professores para suprir a deficiência em toda rede, mas gostaria de atentar para o fato de que esses professores serão contratados sem vínculo empregatício, portanto, quando acabar o contrato, as escolas continuarão sem professores!
Vamos reformar o Maracanã, mas vamos empurrar o problema do ensino com a barriga.
Eu tinha uma professora de história da arte que costumava dizer que para destruir um povo, primeiro se destruía a sua identidade cultural - sua língua, suas crenças.
Sabemos muito bem que a maioria dos nossos jovens são analfabetos funcionais, pois sabem ler, mas não saber interpretar, nem discorrer sobre o que foi lido.
Quando eu digo que as aulas de redação, que desapareceram do currículo das escolas públicas fazem falta, não é à toa.
O professor levava um tema, fazia um debate e depois pedia para que o aluno fizesse um texto.
Essa capacidade de pensar está fazendo falta aos alunos e está sobrando no nosso cenário político: Povo que não pensa, massa de manobra.
Colocaram em nossas cabeças que podemos mudar nosso país nas urnas, mas isso é uma enorme besteira, pois eu não vi até hoje nenhum político se importar realmente com a educação e, esta sim é a única que pode mudar nosso país.
Quanto menos o povo pensar, mais fácil fica para os políticos roubarem em seus esquemas mirabolantes com dinheiro escondidos em cuecas sujas e borradas.
Quando disse que o Rio de Janeiro é uma fartura só, quis dizer que "farta" de tudo: "farta" educação, "farta" saúde - não se esqueçam de ler sobre as 'Clínicas da Família' onde pessoas são contratadas aleatoriamente no local onde são instaladas, talvez a questão seja quem indique, não concursados - e também "farta" segurança.
Estão sobrando prédios inúteis que o governo do estado poderia aproveitar para colocar "os sem colégios": os prédios das UPAs!
As UPAs são inauguradas com "todo gás" possível, mas é só "para inglês ver", pois uma semana depois de suas inaugurações os médicos já não estão mais lá e nada mais funciona.
A melhor solução é, depois da inauguração, transformar as UPAs em colégios estaduais!
Ou atender doentes durante o dia - dar um sinto muito e mandá-lo procurar outra unidade - e dar aulas a noite, pois os professores ainda querem trabalhar, por incrível que pareça!
Professor ganha mal, é maltratado pelo estado, pelos alunos, pelos pais dos alunos e ainda assim quer trabalhar.
Dia desses uma amiga minha disse que passou pela maior humilhação da sua vida: Acontece que ela estava sendo assaltada e o ladrão pediu o seu celular, quando ela entregou para ele, e deu uma gargalhada e falou que aquela porcaria velha nem ele queria, mandou que ela o jogasse fora.
Até ladrão sabe que é prejuízo tentar assaltar professor, a menos que este seja casado com um cônjuge que tenha um emprego para suprir a necessidade dos dois.
Como agora é moda suicidar blogueiro que fala demais, prefiro encerrar minha postagem por aqui, mas continuo de olho.
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Anônimo
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segunda-feira, maio 30, 2011
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