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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Retrospectiva 2010
Esse ano não foi lá essas coisas para mim.
Levando em conta que eu não sou uma pessoa muito sortuda e, que ao longo dos anos tenho perdido mais do que ganhado, esse ano bateu o recorde...
Para começar, no dia 30 do ano passado, resolvemos ir para a casa da minha mãe porque estava chovendo muito e a gente não queria que ela viesse sozinha com meu pai de carro.
Todas as vezes que passo "a virada" fora de casa o ano não vai muito bem, mas ignorei e disse que isso era apenas superstição.
Todos os anos faço carne de porco porque o bicho fuça para frente. Ano passado fiz um Tender, que cisca para trás.
Eu falei que " a rigor" esse bicho não sai do lugar, portanto não poderia trazer nenhum tipo de azar.
Logo no começo do ano, teve o concurso para a Caixa Econômica. Eu passei e a prova foi anulada e não passei na segunda prova porque o emocional me prejudicou.
Fiquei imaginando que a prova seria tão mais difícil que pode ser até que eu soubesse fazer, mas já não conseguia mais.
Depois do fracasso no concurso, meu pai ficou seriamente doente. Passei a ir para a casa da minha mãe e ficar uma semana lá e outra na minha casa. Detalhe: moro a 4 horas da minha mãe.
Tudo isso aconteceu até agosto, quando na véspera do dia dos pais - que eu simplesmente tinha esquecido porque estava muito cansada de ir e vir - ele morreu.
Enterrei meu pai no dia dos pais...
Para não deixar minha mãe muito sozinha, passei a dividir meu tempo entre a minha casa e a dela.
Não esqueçam que eu levo 4 horas para chegar até lá e pego 2 ônibus!
Conclusão: não fiz nada na minha casa e não consegui fazer muita companhia para ela!
Minha mãe, para não ficar sozinha, passou todos os feriados na minha casa, alguns eu fui de ônibus e voltei com ela de carro...
Resolvemos terminar a casa esse ano: o pedreiro não apareceu e o único disponível era justamente um que eu não queria.
Enfim, acabou!
E, nessa ceia não vou comer aves, vou ficar em casa e vou dormir na virada!
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Feliz Natal
Essa é a época do ano que todos dizem gostar, mas, na verdade, acho que falam que gostam para se conformar.
Não sei o que pode ser tão emocionante quanto enfrentrar ruas cheias de pessoas querem comprar suas lembrancinhas, os alimentos para a ceia e gente que não tem absolutamente nada a fazer e sai na rua para ver a decoração de Natal.
Qual o sentido disso tudo afinal?
A minha mãe se empolga muito nessa época. Chega a ser irritante!
Por mim não se comemorava nada, pois eu já estou velhinha para acreditar em "Papai Noel" e, como não sou cristã, não acredito no nascimento do messias.
Todas as datas comemorativas me incomodam muito, mas o Natal me incomoda mais porque até quem não acredita comemora.
As ruas ficam cheias, os mercados ficam cheios, tudo vira um verdadeiro inferno para se celebrar a paz!
Todos os anos é a mesma coisa: A gente passa o ano inteiro se preocupando com alimentação saudável, em não comer certas coisa e depois chega o Natal e comemos toda sorte de "porcarias" possíveis e imagináveis.
Eu e minha mãe nos dividimos na cozinha, preparando o cardápio da Ceia de Natal.
Minha mãe sempre opta pelo Bacalhau, enquanto eu, prefiro as aves.
O principal problema do Natal é que começamos a comer lá pelas 11 horas da manhã salgadinhos regados com muita cerveja e, quando chega a hora do prato principal, todos já estão de barriga tão cheia que não consegue comer mais nada.
Esse ano ainda tenho menos motivos para comemorar: meu pai faleceu, meu irmão do meio se distanciou de vez da família, meu irmão mais novo vai trabalhar até na véspera do Natal, o pedreiro me deixou na mão e não vamos terminar nossa casa, ...
Parece que esse ano vai acabar como começou: uma droga!
Se minha mãe não fizesse tanta questão em reunir a família, acho que tomava todas e dormia até esse dia passar.
Minha mãe faz tanta que questão de estarmos juntos no Natal que vai se despencar da sua confortável casa e vir para o meio da minha obra!!
Se fosse mesmo possível ter um pedido atendido, gostaria de voltar 10 anos na minha vida.
Queria poder avisar ao pai que ele teria um AVC, queria ter mantido meu filho no antigo colégio, teria evitado uma série de acontecimentos desagradáveis que me colocaram nesse "beco sem saída" que se transformou a minha vida!
Como já devem estar reparando, essa época me deixa bem amarga e isso é ruim.
Espero que todos aqueles que gostam e que tenham o que comemorar, comemorem, pois eu já faz muito tempo que não tenho um só motivo para festejar, muito menos no Natal.
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Anônimo
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terça-feira, dezembro 21, 2010
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Encontro de ex-alunos
Essa é uma resolução que já tinha tomado o ano passado e que quero renovar para o próximo ano: Eu não vou mais em encontros de ex-alunos!!!!
O primeiro encontro de ex-alunos que eu fui foi acompanhando o meu marido, pois era o encontro dos ex-alunos do Colégio Pedro II.
Achei que seria legal, mas cada pessoa que se aproximava de mim perguntava a turma e o ano em que estudei e quando eu falava que não tinha estudado no colégio, se afastava rapidamente e eu acabei sozinha, num sofá, ao meu lado apenas uma adolescente de 17 anos - filha de uma ex-professora do colégio - e um garrafão de 5 litros de vinho.
Lógico que não prestou, acabamos bebendo o vinho todo e, ao final, quase fui para casa com ela!
Vieram outros encontros e a cada novo eu estava mais velha e, lógico, todos também, pois não havia nenhum Benjamin Button entre nós.
Quando a gente vai a um encontro desses começa a procurar as fotos antigas da época e fica olhando para aquelas carinhas todas bem jovenzinhas e se esquece que, assim como você, as pessoas envelheceram e quando se depara com a nova imagem da pessoa velha, barriguda ou careca, é que se dá conta de como está velho.
Certa vez, uma amigo me convidou para um encontro desses e eu não fui, depois veio me contar que quando ele estava indo embora viu um "velhinho" vindo na direção da turma e ficou se perguntando sobre a matéria que aquele suposto professor dava aulas, quando finalmente chegou à conclusão que, na verdade era um antigo colega de turma.
Quando isso acontece só há duas opções: Ou você fica feliz por não estar da mesma maneira, ou corre para o espelho mais próximo para se enxergar melhor.
E tome depressão!
Quando fiz meu Orkut, esperava encontrar alguns amigos de infância, familiares e alguns amigos de colégio e de faculdade.
No começo eu não encontrei ninguém, depois fui encontrando um, outro e continuo encontrando até hoje.
Uma coisa que aprendi nessa coisa de encontrar amigo em página de relacionamento é que se a foto não tem legenda, espere que a pessoa te diga quem são.
Semana passada estava no álbum de um amigo assim que ele me adicionou e fiz um pequeno comentário constrangedor: Nossa! Como sua filha está grande!
Nem precisa dizer que não era filha dele e sim a nova esposa!
Acho que perdi o amigo.
Também é muito complicado quando se vai ao primeiro casamento do cidadão e depois encontra com ele com seu filho de 2 anos e fica se perguntando de qual casamento ele pertence.
Ainda outro dia, eu esperava meu marido que tinha ido ao banco - meu marido gosta tanto de banco que deveria trabalhar em um - quando parei em frente a uma loja com enfeites para casamentos, 15 anos e festas de bodas de prata e fiquei imaginando o quanto aquela loja tinha que diversificar, pois quem comemora essas coisas nos dias de hoje?
Sem mentira, eu juro!
Certa vez, quando eu trabalhava numa rádio comunitária, uma menina veio pedir para anunciar o aniversário dela de 15 anos com um bebê de 2 anos no colo e uma barriga de 8 meses de gravidez!
E posso afirmar que foi uma festança!
Esse enfeite eu guardei de recordação, pois foi o primeiro baile de debutante onde a debutante era "casada"!
Já que o assunto desvirtuou...
Vamos falar de casamento.
Quem é que hoje em dia, a não ser que tenha dinheiro sobrando, que se casa de maneira tradicional?
Eu digo cartório, igreja, festa...
Quando um amigo se casou há 2 anos atrás, só a certidão foi 150,00.
Agora imaginem: Se a certidão está custando mais de cem reais, o vestido da noiva quanto não estará custando?
Tem mais uma diferença: Antes casava-se e fazia-se de tudo para manter o casamento "até que a morte os separe", hoje em dia a pessoa já casa pensando que "se não der certo, separa" e a primeira briga pode ser suficiente para isso.
Essa deve ser a razão de não termos mais tantas "Bodas de Prata".
Outro fato engraçado sobre os casamentos é que você pode planejar o quanto quiser que algo sempre vai dar errado.
Tem coisas imprevisíveis como aquele tio ou vizinha que bebe demais e acaba pagando o maior mico ou um cara que resolve cumprimentar o noivo com beijinhos e isso aparece nas filmagens, ou a pessoa que foi contratada para fazer as filmagens cair de costas e deixar a câmera cair e perder tudo que havia filmado. Acreditem, eu já vi tudo isso acontecer em casamentos, mas o mais comum, nos casamentos, são as bandejas voadoras, aquelas que passam bem alto para convidados comuns e que servem muito bem a família dos noivos.
Uma coisa que ninguém se dá conta é sobre a trilha sonora. Normalmente se contrata uma equipe de som ou uma banda, paga-se os direitos autorais e espera-se que a pessoa tenho o bom senso de saber que está tocando num casamento, mas isso, na maioria das vezes, não acontece.
Fui a um casamento, certo vez, que assim que entrei, prestei atenção na trilha e reprovei: "Você abusou, tirou partido de mim, abusou..."
Bem romântica para ser tocada num casamento. Uma música que fala de desilusão e etc. tocada ao vivo por uma banda em um casamento, bem apropriado. Já vai preparando os noivos para uma futura separação.
Falando em reencontro, "encontrei" o casal da música citada e eles ainda e com 3 filhos.
Eu disse que "encontrei", pois foi só um perfil no orkut e, pelas fotos, comecei a fazer a minha própria dieta.
Falando sobre encontrar pessoas em perfis no orkut, existe um fato curioso: As pessoas ainda tem aquela imagem da gente congelada da última vez que nos viu.
Quando a gente "se encontra" em sites de relacionamento, ao invés de fazer comentários construtivos, ressalta o que os anos trouxeram de pior.
Vejo comentários simpáticos, do tipo: "Nossa! Como você engordou!", "Você está de cabelo branco!", "Tá com um aeroporto de mosquito maneiro!"...
Eu prefiro guardar os comentários para mim e falar apenas "legal".
Se a pessoa me mostra uma foto, repondo: "legal".
Para envelhecer, basta viver.
E a minha próxima resolução de Ano Novo é que não vou mais em encontro de ex-alunos, casamentos, bodas, nem aniversários de pessoas que não vejo há mais de 6 meses.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Amigos importantes
Eu conheço muita gente importante, ou que pelo menos se acha importante.
Depois de muito tempo, esse ano encontrei uma amiga dos tempos de colégio e ela veio logo se apresentando: Eu hoje sou uma renomada escritora, mas você já sabia disso.
Nesses tempos tão complicados para literatura brasileira, renomada escritora é a Bruna Surfistinha e eu nem me lembrava de ter estudado com ela!
Eu estou realmente cansada de gente que se acha mais importante do que outros. A mulher não fez mais nada da vida dela, não casou, não teve filhos, portanto, se não tivesse tempo o suficiente para escrever e ter, pelo menos 1 livro publicado, seria realmente caso de suicídio!
Esse ano foi ótimo, encontrei todos os meu amigos "bem sucedidos". Um deles tentou até me convencer que trabalhava no setor de informática da prefeitura e que tinha feito todo o programa de sistema de segurança da cidade, mas se divorciou e a ex ficava com todo dinheiro dele, não sobrando um centavo nem para ele trocar o escort 95 dele.
O carro do cara tem a idade do meu filho...
Uma categoria de amigos importantes que encontrei esse ano foi aquela que usa a maternidade como profissão.
Uma tinha um filho com desembargador, a outra com um jogador de futebol, que, para a sorte dela não era o Bruno e, a que me pareceu mais feliz foi a que tinha um filho com um funcionário de auto cargo na Petrobrás que nem questionou o valor da pensão.
Cheguei até pensar em como eu tinha sido burra: Podia ter aproveitado os "áureos tempos" em que eu andava nas altas rodas e ter engravidado de algum figurão, depois era só aproveitar a vida.
Eu sempre imaginei que "mãe por profissão" fosse usado no sentido figurado, mas quem tem bunda, peito e cabelo louro, entende tudo ao pé da letra e algumas até se deram bem na empreitada.
Uma coisa que me deixou super deprimida foi entrar em contato com o Colégio Salesianos de Santa Rosa para pedir para eles me enviarem uma foto da minha turma.
Eu vi que eles estava disponibilizando fotos para que os alunos baixassem e resolvi pedir a foto da minha turma para eles, já que não sou mais aluna e não tenho um número de matrícula para fazer login.
Eu entrei em contato com o fale conosco e recebi uma mensagem muito educada e agradável que me pedia para entrar em contato com o memorial do colégio.
Caramba! Nem morri e já fui parar no museu do colégio. Tudo isso porque eu pedi uma foto de 1986!
Passado os 30 segundos de depressão, entrei em contato com o memorial do colégio, que não demorou 1 hora para me responder, sempre prestativo e simpático que me enviariam a foto assim que ela fosse localizada nos arquivos.
Agora realmente tinha sido demais para a minha auto-estima: Além de ter ido parar nos arquivos de memória do colégio, ainda ia demorar para me localizarem.
Eu já nem sei se essa foto vai me fazer muito bem, afinal é uma foto preto e branca e analógica!
Todo mundo que não tem uma bunda grande fica horrível numa analógica!
Quando finalmente chegou a foto, mais decepção: Além de não lembrar do nome de muito mais da metade das pessoas, ainda demorei um bom tempo para me encontrar nela.
Quando finalmente me reconheci na foto, fui mostrar ao meu filho que em 5 segundos me veio com a frase:
- É a aquela carinha de rato no alto da escada.
Carinha de rato?
Não esperei nem um minuto. Assim que meu filho saiu fui ao cabeleireiro!
Já estava a própria múmia com carinha de rato!
Para variar, demorei um tempão no cabeleireiro, esqueci de avisar em casa, não levei o celular e, cortei o cabelo num corte muito pouco diferente do que corto sempre.
Resultado: Mudaram as moscas!
Cortei, fiz escova, mudei a cor e continuo com a mesma aparência!
Não tem jeito não. O tempo passou, não engravidei de nenhum figurão para garantir uma aposentadoria, não virei escritora famosa e só me resta ouvir do meu filho que tenho carinha de rato!
Pelo menos ainda posso ter a a companhia dos meus cachorros que não se importam muito com o que me pareço.
Essa é mais uma resolução que tomei: Ano que vem vou me juntar ao "grupo dos fracassados", pelo menos são mais honestos.
Jogo dos sete erros:
Se não conseguiram me localizar na outra foto, na da formatura da faculdade, nem pensar.
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quarta-feira, dezembro 08, 2010
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terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Guirlanda da Fartura
Eu sou uma pessoa muito supersticiosa, meu marido mais do que eu.
Tem coisas que a gente acredita que devam ser feitas para que o ano corra bem.
No ano que se passou, não cumprimos nenhum desses "rituais" e, coincidência ou não, nada deu certo nesse ano.
Um ritual que repito todos os anos é a confecção da Guirlanda da Fartura. Teve um ano que fiz mais de 11 para distribuir entre os vizinhos, mas, como os moradores atuais costumam ver esse tipo de coisa como um "presente demoníaco", tenho feito apenas para mim e para minha mãe.
Eu gostaria de dividir com vocês a "minha Guirlanda".
Pegue um pedaço de arame e faça um pequeno círculo com ele.
Não se preocupe se ele não ficar muito regular, isso não vai prejudicar em nada.
Corte um punhado de mato. Daqueles altos que nascem em terrenos abandonados.
Deixe descansar por umas duas horas, pois fica mais fácil de lidar e ele perde um pouco da capacidade de nos cortar as mãos.
Compre um pedaço de fita vermelha, pois é ela que vai manter todo o mato que será enrolado no arame.
Agora o trabalho é de paciência mesmo: Vá enrolando mato por mato em volta do arame até ficar cheio o suficiente e depois coloque a fita para manter tudo no lugar.
Use cola para "fechar" as pontas das fitas.
Pegue um pedaço de plástico branco - desses de sacos de farinha - pode ser também um pedaço de pano branco.
Faça saquinhos bem pequenos.
Eu fecho os meus na seladora.
Pegue um pedaço de algodão e reserve.
Faça "amarradinhos" de macarrão e canela em pau.
Encha os saquinhos com o algodão.
Passe cola branca no algodão e cole cereais.
Eu costumo usar arroz, feijão e milho, mas esse ano o único milho que entrou aqui em casa estava dentro de saquinhos de microondas.
Pode usar qualquer tipo de grão que você tenha em casa.
Enfeite a canela com folhas de louro, cravos, arruda e tudo que você acredite que espanta o azar.
Agora é só montar tudo no lugar em que achar que fica mais bonito.
Não esqueça de prendê-la na cozinha e deixá-la lá até o próximo ano, quando você confeccionar a nova.
Ps - Não esqueçam de deixar seus pedidos da árvore dos pedidos.
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terça-feira, dezembro 07, 2010
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domingo, 5 de dezembro de 2010
As "figuras" da minha vida
Sempre conheci e me relacionei com "gente normal", mas desde que me mudei conheci pessoas nem um pouco convencionais.
Fomos umas das primeiras famílias a mudar e, digamos que, conforme os novos habitantes foram chegando, eu me sentia em um "campo experimental da NASA".
Nas minhas muitas tentativas em parar de fumar, conheci a mulher da foto acima na natação do Miéssimo da Silva.
Na época ela já dava sinais claros de que não era normal, mas não era assim tão estranha como está na foto.
Ela era loura e usava umas flores naturais enormes nos cabelos, uns óculos escuros exagerados e roupas extravagantes.
Algumas vezes a encontrava no centro de Campo Grande e estava quase sempre acompanhada de dois cachorros boxer, que usavam lenços nos pescoço, chapéu de cowboy e óculos escuros.
Era impressionante como dois cachorros enormes se deixavam vestir e caminhavam ao lado dela sem se importarem nem mesmo com os óculos escuros.
Numa Copa do Mundo dessas da vida, a figura resolveu se vestir dos pés à cabeça de verde e amarelo, depois fez uma mecha verde no cabelo.
Depois que um de seus cachorros morreu, ela pintou o cabelo definitavamente para verde.
Pintou sua casa de verde, amarelo e passou a se vestir de maneira patriota e chamar a atenção de todos.
Ela ganhou até uma versão mais "brega" que passeia pelo calçadão de Copacabana.
Eu sei que o seu nome é Terezinha, mas muitas histórias foram criadas em torno da sua figura.
Alguns dizem que era viúva de desembargador, juíza aposentada, que os filhos de moram fora do país, que nunca teve filhos, mas o que sei é que é uma pessoa muito simpática e muito sozinha.
Não sei se vai dar para ver, pois não sei se seria bem recebida se chegasse mais perto para tirar, mas queria que prestassem atenção numa senhorinha de cabelos brancos com um microfone na mão no fundo do bar.
Ontem, estava meio chateada e resolvi comer um cachorro quente na praia de Sepetiba.
Logo que cheguei, notei três senhoras que eu achava que estavam indo para o "bar da terceira idade", um pequeno bar com música ao vivo, onde se reúnem as pessoas de mais idade para dançarem ao som de belas músicas.
Como o "choque de ordem" ainda não chegou até lá, podemos comer absolutamente de tudo na praia de Sepetiba e a novidade agora é self service de cachorro quente.
A gente ganha um pão com uma salsicha e um ovo de codorna e vai até um balcão e se serve do que quiser.
Enquanto comia o meu cachorro quente, observava um bando de crianças que brincava entre os barcos encalhados pela maré baixa e me lembrava da minha infância na Ilha da Conceição e de quando eu mesma brincava com outras crianças pelos barcos ancorados.
Já pela hora de voltar para casa, vi essa senhora pegar o microfone para cantar no vídeokê e resolvi parar para ouvir.
Na hora pensei que ia cantar alguma música "das antigas", quando para minha surpresa começou a cantar "Mulher madura" de Frank Aguiar.
Ela cantava, dançava e falava o tempo todo: "É nós na pista"
A voz era ruim, mas a animação empolgava qualquer um!
Eu fiquei parada esperando ela acabar de cantar aquela música e ainda fiquei bom tempo observando ela cantar outra.
Eu já estava pronta para me juntar a ela, quando meu marido me puxou pelo braço para irmos embora.
Não sei se é o sol que é muito forte nesse lugar, mas a quantidade de doidos de todos os gêneros que tem por aqui é uma coisa impressionante!
Algumas vezes me pergunto onde foi que perdi essa alegria, quando me tornei tão preocupada com o "barulho" que incomoda os vizinhos - que na verdade não se importam nada comigo ou não criariam galos e perus que fazem um barulho irritante logo de madrugada, mas para quem já morou ao lado de um baile funk, um galo não é nada que uma espingarda de chumbinho não possa resolver.
Talvez se continuar a morar aqui até a idade delas, depois de tomar todo esse sol na cabeça e continuar a tomar cerveja de 3 por 5,00, acabe ficando igualzinho, pois tendência eu já tenho.
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domingo, dezembro 05, 2010
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Friends Forever
Nós passamos por várias fases na vida e, em todas elas, conhecemos pessoas que ficamos amigas e que juramos que é para sempre. Mas, como dizia o meu ídolo Renato Russo, "o pra sempre, sempre acaba".
Em cada uma dessas fases fazemos coisas e dizemos coisas idiotas com esses amigos "forever".
A fase acaba, a vida muda e o amigo especial também.
Lógico que cada um deixa uma marca muito especial em nossas vidas, mas como disse, a vida muda ou, algumas vezes, a gente muda.
Esse ano teve algo muito peculiar, pois encontrei amigos de várias fases da minha longa vida.
Na minha idade, encontrar amigos de infância ou de adolescencia é algo realmente muito peculiar, pois alguns estão com a família, outros na segunda ou terceira família e outros sem família alguma.
Encontrar amigos dos tempos em que eu pintava o cabelo de vermelho, fumava e pensava que cantava bem - peraí, acho que essa fase ainda não passou totalmente, mas vamos continuar no assunto - não me causa nenhum desconforto, entretanto, encontrei alguns amigos que me olharam com aquele olhar de pânico, quase implorando para que eu não recordasse nada "dos vezes tempos" na frente das suas esposas ou filhos.
Alguns, me olharam com cara de pânico tentando relambrar algo, mas com medo de causar algum descorforto na minha nova família.
Acho realmente que a gente perde "de vez" esses amigos quando os reencontra, pois todos cmuflaram tanto suas vidas que nos afastam com medo de algum comentário comprometedor.
Acho tudo isso muito triste, pois as pessoas deveriam fazer desses momentos únicos e especiais, aproveitar o reencontro para saber o que o outro fez na sua vida nos tempos em que passaram afastados.
E quando encontramos alguém com quem tivemos algum "affair" no passado?
E algum "Amor Platônico"?
Saias justas, saias justas...
Não para mim! Eu nunca usei e ninguém nunca vai "me pegar de saia justa".
Mas os meus "amigos" me encaram como uma ameaça, "pois quando uma mulher tem coragem de revelar a sua verdadeira idade, não se tem muita certeza sobre o que mais é capaz de revelar às pessoas."
Esse, definitivamente não é o meu caso, não me interessa revelar detalhes comprometedores da vida de ninguém, até porque, a cada vez que olho uma foto antiga me sinto ridícula, apesar de saber que era moda na época...
O que alguns acham comprometedor hoje, eu sei que era o "comportamento da época" e que tanto faz o que você foi ou o que você fez, o que importa é quem você é hoje.
O que as pessoas consideram comprometedor no seu passado, eu considero apenas uma fase importante para que se tornassem o que são hoje.
Lógico que eu quase enlouqueci quando meu filho pintou o cabelo de verde para ir a um show de rock e fiz ele cortar o cabelo bem curto antes da segunda, quando tinha que ir ao colégio, mas ri um bocado contando para ele do dia em que quase enlouqueci meus pais pintando o meu de azul.
Fiquei muito chateada ao ver que "meus amigos" fizeram questão de esquecer o quanto tudo era divertido quando a gente não tinha tantas contas para pagar e tanta responsabilidades.
Não dá para fazer o relógio parar, nem rodar ao contrário, mas dá para sorrir ao ver nossos filhos tentando nos enlouquecer, fazendo o mesmo que nós.
Nesse meu "pequeno balanço" de um final de ano, simplesmente desastroso, tomei uma decisão muito importante: Não vou mais procurar nenhum amigo do passado, pois, para mim, passado é um lugar para dar boas risadas das besteiras que a gente fez, mas, para maioria é um segredo obsceno a ser enterrado.
É como se sentissem culpa ou vergonha de algo que pareceu absolutamente normal no passado.
De agora em diante vou me dedicar apenas aos amigos do presente e daqueles que souberem que amizade é legal em qualquer fase e que o que se faz no passado deve ser lembrado com carinho, não com vergonha.
Aqueles que fizerem parte dessa lista, seja bem vindo a fazer parte da nova fase da minha vida.
PS - Esse texto faz parte de uma uma série que faz um pequeno balanço deste ano, das pessoas que são importantes para mim e de coisas que quero dizer antes que ele finalmente termine.
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sexta-feira, dezembro 03, 2010
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Amigos, apenas
Ontem eu conversa pelo MSN com a amiga virtual mais antiga que eu tenho - se é que ultimamente alguém consegue conversar comigo sobre algum assunto - e ela me dizia que o meu Blogger estava uma bagunça.
Eu sempre fui uma pessoa metódica, daquelas que entra em casa, tira os sapatos no mesmo lugar, coloca as chaves sempre na mesma posição... Se eu usar um objeto, certamente sei onde o coloquei depois.
Talvez por me conhecer há tantos anos, Betinha pode ter notado que a confusão em meu Blogger podia estar relacionado com a confusão em que a minha vida se tornou esse ano.
Aliás, a vida é mesmo uma caixinha de surpresa, pois de todas as pessoas que conheci pela internet, jamais diria que a única que realmente continuaria minha amiga por tanto tempo seria ela. Somos tão diferentes em quase tudo que é quase um milagre a gente concordar em tantas coisas e não brigar o tempo todo.
A Beta é uma pessoa surpreendente e, de vez em quando, me manda algum mimo ou algum presentinho virtual.
Aliás, o layout do Blogger foi criado por ela e eu nunca pensei em mudá-lo. Achei sua atitude tão significante, pois ela se importou comigo.
Sinto que, na maioria das vezes a gente pouco se encontra ou quase não conversa mais, principalmente por minha culpa - que esse ano não consegui fazer nada e mesmo assim não tenho tempo para nada.
Algumas vezes eu tenho vontade de dizer para Beta não se importar tanto com certos fatos ou com certas pessoas, mas quem sou eu para dizer a alguém que está errado em tomar essa ou aquela atitude?
Talvez ela sim é que esteja certa, porque se doa tanto para as pessoas que chega a se decepcionar com a maioria.
Nesse ponto somos totalmente diferentes, pois não existe nada que qualquer pessoa faça que consiga me magoar. Fico com raiva, sem paciência, zangada, talvez, mas mágoa, dificilmente.
A Beta se entrega, se sente feliz, triste, com raiva e, muitas vezes, tudo isso junto.
Eu sou uma pessoa obstinada, capaz de defender meu ponto de vista, mesmo que tenha que perder um amigo, mas sou incapaz de ficar com raiva porque ele não concorda comigo ou porque tentou me ofender. Na verdade até acho graça quando alguém, por falta de argumento, começa me ofender.
Ela não! Sofre, chora, tem sentimentos de verdade.
Apesar da distância, tenho certeza que um dia vamos nos encontrar pessoalmente e, certamente eu serei mais uma decepção na vida dessa minha amiga.
Talvez porque ela ainda não tenha percebido que há muito tempo eu perdi a fé no ser humano e a capacidade de sentir.
As coisas, para mim, simplesmente acontecem, mas a gente tem sempre que ver um lado bom na coisa para não ficar maluco de vez.
Betinha, desculpa por ontem, mais uma vez não poder te dar atenção, mas é que ontem eu tinha 4 tons de louro diferentes no meu cabelo - hoje eu tenho apenas 2 tons diferentes de ruivo, mas até que está bonitinho e não estou me sentindo tão infeliz.
Eu queria que você soubesse que eu te gosto demais e que estou te esperando quando você quiser vir ao Rio de Janeiro.
Beijos no coração.
PS - Esse texto faz parte de uma uma série iniciada hoje, que faz um pequeno balanço deste ano, das pessoas que são importantes para mim e de coisas que quero dizer antes que ele finalmente termine.
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Anônimo
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quinta-feira, dezembro 02, 2010
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