sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Retrospectiva 2010




Esse ano não foi lá essas coisas para mim.
Levando em conta que eu não sou uma pessoa muito sortuda e, que ao longo dos anos tenho perdido mais do que ganhado, esse ano bateu o recorde...
Para começar, no dia 30 do ano passado, resolvemos ir para a casa da minha mãe porque estava chovendo muito e a gente não queria que ela viesse sozinha com meu pai de carro.
Todas as vezes que passo "a virada" fora de casa o ano não vai muito bem, mas ignorei e disse que isso era apenas superstição.
Todos os anos faço carne de porco porque o bicho fuça para frente. Ano passado fiz um Tender, que cisca para trás.
Eu falei que " a rigor" esse bicho não sai do lugar, portanto não poderia trazer nenhum tipo de azar.
Logo no começo do ano, teve o concurso para a Caixa Econômica. Eu passei e a prova foi anulada e não passei na segunda prova porque o emocional me prejudicou. 
Fiquei imaginando que a prova seria tão mais difícil que pode ser até que eu soubesse fazer, mas já não conseguia mais.
Depois do fracasso no concurso, meu pai ficou seriamente doente. Passei a ir para a casa da minha mãe e ficar uma semana lá e outra na minha casa. Detalhe: moro a 4 horas da minha mãe.
Tudo isso aconteceu até agosto, quando na véspera do dia dos pais - que eu simplesmente tinha esquecido porque estava muito cansada de ir e vir - ele morreu.
Enterrei meu pai no dia dos pais...
Para não deixar minha mãe muito sozinha, passei a dividir meu tempo entre a minha casa e a dela.
Não esqueçam que eu levo 4 horas para chegar até lá e pego 2 ônibus!
Conclusão: não fiz nada na minha casa e não consegui fazer muita companhia para ela!
Minha mãe, para não ficar sozinha, passou todos os feriados na minha casa, alguns eu fui de ônibus e voltei com ela de carro...
Resolvemos terminar a casa esse ano: o pedreiro não apareceu e o único disponível era justamente um que eu não queria.
Enfim, acabou!
E, nessa ceia não vou comer aves, vou ficar em casa e vou dormir na virada!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Estrela Guia



Brilha no céu,
Inalcançável.
Em cores intensas o dia se fez noite,
A noite se fez dia.
E em dias de noites e
Noites de dia
Encontros furtivos fizeram-se,
Até que o brilho se perdeu
No romper da aurora.
E o dia se fez noite,
A noite se fez dia.
O olhar insano das horas vazias
Tornaram-se vagos,
Tristes,
Sem brilho.
A estrela que guiava meus dias se apagou
E com ela o brilho dos olhos,
Do sorriso,
Da alma.
Ainda espero beber o néctar da vida
No brilho de seu olhar,
Em seu sangue amargo
Que escorre em minhas mãos!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Feliz Natal




Essa é a época do ano que todos dizem gostar, mas, na verdade, acho que falam que gostam para se conformar.
Não sei o que pode ser tão emocionante quanto enfrentrar ruas cheias de pessoas querem comprar suas lembrancinhas, os alimentos para a ceia e gente que não tem absolutamente nada a fazer e sai na rua para ver a decoração de Natal.
Qual o sentido disso tudo afinal?
A minha mãe se empolga muito nessa época. Chega a ser irritante!
Por mim não se comemorava nada, pois eu já estou velhinha para acreditar em "Papai Noel" e, como não sou cristã, não acredito no nascimento do messias.
Todas as datas comemorativas me incomodam muito, mas o Natal me incomoda mais porque até quem não acredita comemora.
As ruas ficam cheias, os mercados ficam cheios, tudo vira um verdadeiro inferno para se celebrar a paz!









Todos os anos é a mesma coisa: A gente passa o ano inteiro se preocupando com alimentação saudável, em não comer certas coisa e depois chega o Natal e comemos toda sorte de "porcarias" possíveis e imagináveis.
Eu e minha mãe nos dividimos na cozinha, preparando o cardápio da Ceia de Natal.
Minha mãe sempre opta pelo Bacalhau, enquanto eu, prefiro as aves.
O principal problema do Natal é que começamos a comer lá pelas 11 horas da manhã salgadinhos regados com muita cerveja e, quando chega a hora do prato principal, todos já estão de barriga tão cheia que não consegue comer mais nada.
Esse ano ainda tenho menos motivos para comemorar: meu pai faleceu, meu irmão do meio se distanciou de vez da família, meu irmão mais novo vai trabalhar até na véspera do Natal, o pedreiro me deixou na mão e não vamos terminar nossa casa, ...
Parece que esse ano vai acabar como começou: uma droga!
Se minha mãe não fizesse tanta questão em reunir a família, acho que tomava todas e dormia até esse dia passar.
Minha mãe faz tanta que questão de estarmos juntos no Natal que vai se despencar da sua confortável casa e vir para o meio da minha obra!!








Se fosse mesmo possível ter um pedido atendido, gostaria de voltar 10 anos na minha vida.
Queria poder avisar ao pai que ele teria um AVC, queria ter mantido meu filho no antigo colégio, teria evitado uma série de acontecimentos desagradáveis que me colocaram nesse "beco sem saída" que se transformou a minha vida!
Como já devem estar reparando, essa época me deixa bem amarga e isso é ruim.
Espero que todos aqueles que gostam e que tenham o que comemorar, comemorem, pois eu já faz muito tempo que não tenho um só motivo para festejar, muito menos no Natal. 

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Entradas para o cinema, 12,00. Pipocas, 3,00. Amizade; não tem preço





Magnólia e Amália se conheceram no dia em que Magnólia mudou-se para o seu novo apartamento após a separação.
Magnólia não parecia nem um pouco afetada pelo fato e só sabia falar de como o seu ex era importante e de como era gorda a sua pensão.
Falou sobre seu filho e de como tinha traçado os planos para seu futuro e convidou Amália para saírem e lançar no Shopping.
Esse foi o primeiro erro de Amália.
As duas foram ao Shopping, se divertiram levando as crianças nos brinquedos – Amália tinha um filho quase da mesma idade do de Magnólia – e lançaram no final da tarde.
Amália era uma pessoa simples que gostava de conversar, fazer amizades, mas tinha uma vida mais regrada e, é claro, com muito menos dinheiro do que a nova amiga, já que o marido ganhava muito menos do que a pensão do “magnata”.
Amália não se importava, era feliz assim.
Magnólia, apesar de todo o seu dinheiro, era uma pessoa muito sozinha.
Como não tinha ninguém para acompanhá-la às compras, compra tecidos caros e manda uma costureira fazer suas roupas, para ter com quem dividir a sua opinião, que é claro, embora não concorde, está sendo paga e não discute.
Magnólia começou a chamar Amália para sair e, todas as vezes que tinha um empecilho qualquer, Magnólia resolvia com um talão de cheques e os quatro podiam sair sem maiores problemas.
Certa vez, Magnólia queria ir ao parque e Amália disse que tinha que dar banho nos cachorros. Magnólia pegou o celular e mandou um Pet Shop pegar os cachorros e levar para o banho, mas não só daquela vez e sim durante o mês, assim Amália ficava livre para poder sair sem a “desculpa” de lavar “os bichinhos”.
E assim Magnólia acabava resolvendo todos os problemas de Amália até que ela ficava completamente livre para sair com ela.
Amália não concordava com “todo esse luxo”, mas, tentava se esquivar e não conseguia.
Os anos se passaram e “os garotos” se tornaram amigos, entretanto, havia “um abismo” entre eles: o dinheiro.
Aos poucos “os meninos” acabaram tendo outros amigos, o que foi deixando Magnólia cada dia mais irritada, pois, ninguém fazia mais por ele do que ela e, ninguém além dela merecia atenção.
As coisas foram tomando um rumo cada vez mais difícil para Magnólia!
Amália, apesar da amizade com Magnólia, mantinha uma boa relação com a maioria dos moradores.
O que não acontecia com Magnólia que todos que se aproximavam a odiavam logo de início.
Amália olhava as coisas que Magnólia fazia com excentricidades, coisa de gente que tinha muito dinheiro e não sabia o que fazer com ele.
Tudo ia bem até que o filho de Magnólia se queixou da ausência do filho de Amália, dizendo que ele agora tinha novos amigos mais interessantes que ele.
Magnólia se sentiu ofendida, humilhada por “favelados” e resolveu humilhar os “malditos”: Convidou-os para sair e na volta resolveu falar poucas e boas sobre o filho de Amália.
Magnólia fez questão de humilhar o garoto na frete da mãe de todas as maneira e formas!
Amália deixou-a falar e, ao final se manifestou:
- Você está pensando que ter dinheiro te faz uma pessoa melhor?
Enganou-se. Aliás, eu nunca te disse os adjetivos que usam para você em nosso prédio porque eu nunca tinha visto esse seu lado possessivo e arrogante.
Aliás, também, eu quero que você saiba que eu não gosto completamente de você, apenas respeito a sua maneira de ser, mas se você não me respeita...
Suas roupas podem custar muito, mas são de gosto duvidoso, suas atitudes não são melhores do que uma prostituta da Praça Mauá e seu filho veste roupa de viado!
Magnólia interrompeu:
- Você é uma ingrata, pois eu resolvo os seus problemas antes de você pensar!
- FODA-SE! Ter problemas é que faz a gente não cometer suicídio! É que faz a vida ter sentido.
Magnólia desesperada:
- Agora não quero mais vocês em minha vida! – entrou em seu carro importado com motorista e “largou” mãe e filho num shopping longe de casa.
Os dois pegaram duas conduções para casa e retomaram a vida no dia seguinte.
Magnólia, como nunca mais arrumou amigos, continua ligando para um número de celular que não existe mais porque foi trocado.
Amália segue a sua vida porque o principal é viver!


Sintam-se abraçados!!


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domingo, 19 de dezembro de 2010

Blá, blá, blá...






Não fume;
Não beba;
Não fale alto;
Use roupas confortáveis;
Coma legumes;
Não coma frituras;
Se beber não dirija;
Economize água;
Não jogue lixo nas ruas;
Não leve seu cachorro na praia;
Fale apenas o que as pessoas querem ouvir...
Seja politicamente correto,
Uma marionete do sistema,
Um idiota convencional,
Massa de manobra!



video

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Fila de banco



Marcelo e João eram amigos de longa data, foram vizinhos por anos em um bairro do subúrbio de Niterói, Rio de Janeiro.
Na verdade, chegaram a ser tão chegados que João deu seu filho mais novo para Marcelo batizar.
Porém, Marcelo foi promovido e mudou-se com a família para um bairro de classe média alta e os dois já não se encontravam há anos. Quando muito, Marcelo depositava uma quantia na conta de João, na época do aniversário de seu afilhado.
Os anos se passaram, os dois envelheceram, as crianças cresceram e foi justamente na época do aniversário do Marquinhos, afilhado de Marcelo, filho de João, que os dois vieram a se encontrar na fila de um banco.
Primeiramente, Marcelo se sentiu envergonhado e constrangido por passar anos sem sequer voltar a ver seu afilhado, depois se lembrou de que o amigo tinha o seu endereço e telefone e também nunca mais o procurar, mesmo dizendo que o considerava como um irmão.
Os dois se cumprimentaram emocionados, abraçaram-se e começaram a dialogar sobre coisas triviais como a fila do banco que parecia não andar, depois sobre a vida que, primeiro nos rouba tempo para fazermos o que gostaríamos e depois, nos rouba a saúde para fazer o que desejamos.
Depois de algum tempo em silêncio, Marcelo retoma a conversa perguntando sobre os meninos de João:
- E aí João? E os seus filhos? Já estão crescidos, não é mesmo? O que estão fazendo da vida?
João adquiriu ares de orgulho e responde para Marcelo:
- Meu filho mais velho é engenheiro!
- É mesmo! Respondeu Marcelo.
- Sim senhor! Tem mestrado e doutorado na Alemanha!
Por um momento Marcelo pensa sobre seus dois filhos: A filha já estava descasada pela segunda vez e voltou a morar em sua casa com seus quatro filhos. Seu filho mais novo mudou-se para os EUA é era imigrante ilegal e vivia tentando juntar dinheiro para voltar para o Brasil.
Depois de uma longa pausa, Marcelo resolveu perguntar sobre os demais filhos de João:
- João, você tinha mais dois filhos. Também estão formados?
João enche o peito mais uma vez de orgulho e responde:
- Meu filho do meio é médico neurologista! Com doutorado na Espanha!
Marcelo lembrou de todo dinheiro que gastou na educação dos filhos no Colégio Salesiano de Sta. Rosa, nos cursos de inglês, informática. Lembrou-se da imagem da filha com 100 quilos a mais, 4 crianças em colégios públicos e do filho cabeludo, tatuado, fugindo da imigração norte americana.
Marcelo sentiu até certo medo em perguntar sobre o afilhado que, tão generosamente quanto a vida lhe permitiu, havia agraciado com pomposas quantias em sua data natalícia.
Depois de uns bons minutos de silêncio, Marcelo resolveu perguntar sobre o afilhado, afinal, ele investira em seu futuro e seria uma satisfação pessoal saber que, pelo menos uma vez o seu dinheiro tinha sido investido em algo que realmente valeu à pena:
- E o meu afilhado?
Marcelo fez a pergunta com um sorriso no rosto esperando uma que o amigo respondesse com todo entusiasmo desse mundo, mas o amigo fechou a cara, fez-se sisudo, quase não querendo responder, mas, pela insistência do amigo, respondeu após um suspiro profundo:
- Rapaz, esse é o meu desgosto!
- É mesmo! Mas por quê?
- O Marquinhos nunca quis nada com nada, mal terminou o ensino médio. Só terminou porque fez supletivo. Montou uma quitanda e resolveu trabalhar...
Marcelo, que desanimado por perceber que o seu dinheiro não servira para nada, além de desvirtuar o futuro de todos, percebeu que precisava fazer a pergunta derradeira, aquela que deveria ser o limite entre o suicídio e continuar em sua vida vegetativa:
- Mas pelo menos a quitanda vai bem?
João dá mais um suspiro e responde:
- Vai, vai bem sim. Está dando para sustentar os três.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Desculpem por desabafar

Tem gente que parece que vive apenas para atormentar a vida das pessoas.
Se elas cruzam o seu caminho fazem de tudo para transformar sua vida num inferno: Mentem, fazem fofoca, falam um monte de merda e atormentam pra valer.
A gente passa um tempo sem saber que essa pessoa existe, quando de uma hora para outra ela descobre o número do seu celular e começam a ligar para você com o número desconhecido!
Eu não sei se esse mundo está louco ou se o número de sociopatas vem crescendo assustadoramente, mas afirmo que me sinto, até de certa forma ameaçada!
Todo mundo é legal até um belo dia aparecer a polícia e levar o sujeito algemado do lado da sua casa e, pior, seu vizinho com aquela filhinha de 4 anos tão bonitinha...
Realmente me sinto acuada, não sei mais o que fazer para manter a mim e minha família a salvo!!!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Encontro de ex-alunos





Essa é uma resolução que já tinha tomado o ano passado e que quero renovar para o próximo ano: Eu não vou mais em encontros de ex-alunos!!!!
O primeiro encontro de ex-alunos que eu fui foi acompanhando o meu marido, pois era o encontro dos ex-alunos do Colégio Pedro II.
Achei que seria legal, mas cada pessoa que se aproximava de mim perguntava a turma e o ano em que estudei e quando eu falava que não tinha estudado no colégio, se afastava rapidamente e eu acabei sozinha, num sofá, ao meu lado apenas uma adolescente de 17 anos - filha de uma ex-professora do colégio - e um garrafão de 5 litros de vinho. 
Lógico que não prestou, acabamos bebendo o vinho todo e, ao final, quase fui para casa com ela!
Vieram outros encontros e a cada novo eu estava mais velha e, lógico, todos também, pois não havia nenhum Benjamin Button entre nós.
Quando a gente vai a um encontro desses começa a procurar as fotos antigas da época e fica olhando para aquelas carinhas todas bem jovenzinhas e se esquece que, assim como você, as pessoas envelheceram e quando se depara com a nova imagem da pessoa  velha, barriguda ou careca,  é que se dá conta de como está velho.
Certa vez, uma amigo me convidou para um encontro desses e eu não fui, depois veio me contar que quando ele estava indo embora viu um "velhinho" vindo na direção da turma e ficou se perguntando sobre a matéria que aquele  suposto professor dava aulas, quando finalmente chegou à conclusão que, na verdade era um antigo colega de turma.
Quando isso acontece só há duas opções: Ou você fica feliz por não estar da mesma maneira, ou corre para o espelho mais próximo para se enxergar melhor.
E tome depressão!
Quando fiz meu Orkut, esperava encontrar alguns amigos de infância, familiares e alguns amigos de colégio e de faculdade.
No começo eu não encontrei ninguém, depois fui encontrando um, outro e continuo encontrando até hoje.
Uma coisa que aprendi nessa coisa de encontrar amigo em página de relacionamento é que se a foto não tem legenda, espere que a pessoa te diga quem são.
Semana passada estava no álbum de um amigo assim que ele me adicionou e fiz um pequeno comentário constrangedor: Nossa! Como sua filha está grande!
Nem precisa dizer que não era filha dele e sim a nova esposa! 
Acho que perdi o amigo.
Também é muito complicado quando se vai ao primeiro casamento do cidadão e depois encontra com ele com seu filho de 2 anos e fica se perguntando de qual casamento ele pertence.






Ainda outro dia, eu esperava meu marido que tinha ido ao banco - meu marido gosta tanto de banco que deveria trabalhar em um - quando parei em frente a uma loja com enfeites para casamentos, 15 anos e festas de bodas de prata e fiquei imaginando o quanto aquela loja tinha que diversificar, pois quem comemora essas coisas nos dias de hoje?
Sem mentira, eu juro!
Certa vez, quando eu trabalhava numa rádio comunitária, uma menina veio pedir para anunciar o aniversário dela de 15 anos com um bebê de 2 anos no colo e uma barriga de 8 meses de gravidez!
E posso afirmar que foi uma festança! 
Esse enfeite eu guardei de recordação, pois foi o primeiro baile de debutante onde a debutante era "casada"!






Já que o assunto desvirtuou...
Vamos falar de casamento.
Quem é que hoje em dia, a não ser que tenha dinheiro sobrando, que se casa de maneira tradicional?
Eu digo cartório, igreja, festa...
Quando um amigo se casou há 2 anos atrás, só a certidão foi 150,00.
Agora imaginem: Se a certidão está custando mais de cem reais, o vestido da noiva quanto não estará custando?
Tem mais uma diferença: Antes casava-se e fazia-se de tudo para manter o casamento "até que a morte os separe", hoje em dia a pessoa já casa pensando que "se não der certo, separa" e a primeira briga pode ser suficiente para isso.
Essa deve ser a razão de não termos mais tantas "Bodas de Prata".
Outro fato engraçado sobre os casamentos é que você pode planejar o quanto quiser que algo sempre vai dar errado.
Tem coisas imprevisíveis como aquele tio ou vizinha que bebe demais e acaba pagando o maior mico ou um cara que resolve cumprimentar o noivo com beijinhos e isso aparece nas filmagens, ou a pessoa que foi contratada para fazer as filmagens cair de costas e deixar a câmera cair e perder tudo que havia filmado. Acreditem, eu já vi tudo isso acontecer em casamentos, mas o mais comum, nos casamentos, são as bandejas voadoras, aquelas que passam bem alto para convidados comuns e que servem muito bem a família dos noivos.
Uma coisa que ninguém se dá conta é sobre a trilha sonora. Normalmente se contrata uma equipe de som ou uma banda, paga-se os direitos autorais e espera-se que a pessoa tenho o bom senso de saber que está tocando num casamento, mas isso, na maioria das vezes, não acontece.
Fui a um casamento, certo vez, que assim que entrei, prestei atenção na trilha e reprovei: "Você abusou, tirou partido de mim, abusou..."
Bem romântica para ser tocada num casamento. Uma música que fala de desilusão e etc. tocada ao vivo por uma banda em um casamento, bem apropriado. Já vai preparando os noivos para uma futura separação.
Falando em reencontro, "encontrei" o casal da música citada e eles ainda e com 3 filhos.
Eu disse que "encontrei", pois foi só um perfil no orkut e, pelas fotos, comecei a fazer a minha própria dieta.





Falando sobre encontrar pessoas em perfis no orkut, existe um fato curioso: As pessoas ainda tem aquela imagem da gente congelada da última vez que nos viu.
Quando a gente "se encontra" em sites de relacionamento, ao invés de fazer comentários construtivos, ressalta o que os anos trouxeram de pior.
Vejo comentários simpáticos, do tipo: "Nossa! Como você engordou!", "Você está de cabelo branco!", "Tá com um aeroporto de mosquito maneiro!"...
Eu prefiro guardar os comentários para mim e falar apenas "legal".
Se a pessoa me mostra uma foto, repondo: "legal".
Para envelhecer, basta viver.
E a minha próxima resolução de Ano Novo é que não vou mais em encontro de ex-alunos, casamentos, bodas, nem aniversários de pessoas que não vejo há mais de 6 meses.